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segunda-feira, 14 de março de 2011

A dor da saudade

Todo mundo já teve uma perda na vida.
A perda de um pai, de uma mãe,
De um irmão, de um filho, de um amigo.
A perda de uma pessoa querida que se sabe, nunca mais voltar.
E quem já passou por isso conhece bem
O vazio que se transforma a vida,
A dor que nos sufoca, mas não nos mata,
A agonia que alimenta a nossa ferida.

Eu vi minha mãe ir embora.
Também vi meu pai partir.
Se na primeira pensei chegar ao fundo do poço,
No segundo nem poço mais tinha, pr' eu cair.
Não é fácil descrever o sentimento latente.
Por fora nos mostramos forte,
Mas por dentro ... aquele fogo ardente.

Confesso que em meu íntimo, fiquei a me perguntar:
- O que fiz, meu Deus, para cada um me abandonar?
Mas a vida não para e a gente tem que seguir em frente.
Mesmo carente, se finge de morta,
(Morta? Finge?)
Olha adiante e segue radiante
Mais um dia se passa,
O sol aparece
E a gente vai em frente,
Levando no peito essa dor que nunca acaba,
Mas que aprendemos, na marra, a conviver.
E assim vai-se carregando a vida
Até o dia em que tudo termina (ou recomeça?)
E um dia, a gente se reencontra.
Em outro lugar, outra dimensão,
Ou quem sabe, em outra vida.
Mãe, Pai, perdoem-me se me visto de sofrimento e exponho as feridas no meu coração, mas sinto muita falta de vocês.

Um comentário:

Nancy disse...

Divido esse sentimento com você minha irmã. A dor da perda parece-nos insuportavel. Mas ainda temos uma a outra, para nos consolarmos, para chorarmos, para rirmos enfim. A saudade dói. Mas um dia, vamos nos reencontrar com nossos entes queridos e perceber que eles sempre estiveram por perto.