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sábado, 11 de dezembro de 2010

Vamos Começar?

A expectativa em torno dos nomes que comporão a nova estrutura governamental em Rondônia é grande. Essa nova estrutura tem a garantia do governador eleito, Confúcio Moura, que será composta por uma equipa “ficha limpa”, por isso, os nomes estão sendo levados à apreciação do Ministério Público, para que não fique nem uma sombra de dúvidas sobre a idoneidade de cada nome anunciado.

Os nomes já foram anunciados 14 nomes (ver abaixo), mas ainda que muitos sejam desconhecidos da maioria, uma coisa é certa: o governador iniciará seu mandato despreocupado com o habitual levantamento do passado das pessoas que ocuparão os cargos do governo nos próximos anos.

Claro que ninguém é perfeito e todo ser humano é dado à falhas, mas saber que o novo grupo que comandará Rondônia pelos próximos anos é de moral ilibada parece dar um certo alívio, uma sensação de leveza e a esperança de um futuro tranqüilo.

Analistas, magos e até boateiros de plantão já anunciam que o Brasil passará por grandes mudanças em 2011 e que essas mudanças afetarão Rondônia. Entretanto, turbulências econômicas, discussões e divergências de opiniões anunciadas não me parecem diferente de outros anos.

Rondônia não é um estado frágil. Em pleno desenvolvimento, registrou um aumento de mais de 350% de emprego nos últimos dois anos e crescimento industrial com 20% de novas indústrias instaladas (Fiero). Ciclo iniciado com o início da construção das hidrelétricas e que, por mais que muitos dizem ser temporário, deixa uma boa perspectiva para o futuro do Estado.

O dinamismo do setor produtivo que elevou o produto interno bruto (PIB) ao terceiro maior índice entre os estados da região norte (Sedam) e o destaque no cenário econômico na produção de grãos, carne bovina e derivados lácteos, entre outros (Seagri), também demonstram um estado forte e preparado para continuar crescendo.

O desafio é grande, sempre é, e estará nas mãos dessa nova equipe escolhida a dedo, pelo seu novo comandante, que conclama: Vamos Começar! Já começou, e com o pé direito.

Nomes confirmados para compor o novo secretariado

1. Secretaria de Estado da Saúde (Sesau)
Secretário: Dr. Alexandre Carlos Muller
Secretário Adjunto: José Batista da Silva

2. Secretaria Adjunta do Desenvolvimento Ambiental (Sedam)
Secretário: Nanci Maria Rodrigues da Silva
Secretário Adjunto: Coronel Josenildo do Nascimento

3. Secretaria de Estado de Finanças (Sefin)
Secretário: Dr. Benedito Antonio Alves
Secretário Adjunto: Wagner Luiz de Souza

4. Comando Geral Polícia Militar
Comandante: Coronel Paulo César de Figueiredo
Subcomandante: Coronel Antonio Carlos Tomazzoni

5. Chefe da Casa Militar
Major Mauricio Marcondes Gualberto

6. Diretoria do Detran
Diretor: Airton Gurgacz
Diretor Adjunto: Coronel João Maria de Sobral Carvalho

7. Superintendência de Licitações (Supel)
Márcio Rogério Gabriel

8. Representação em Brasília
Elizete Lionel

9.Comando Geral do Corpo de Bombeiros
Comandante: Coronel Lioberto Ubirajara Caetano de Souza
Subcomandante:

10. Diretoria do Departamento de Obras e Serviços Públicos (Deosp)
Diretor: Dr. Abelardo Castro Neto
Diretor Adjunto:

11. Secretaria de Educação (Seduc)
Secretário: Jorge Alberto Elarrat Canto
Secretária Adjunta: Neila Pires Myrria

12. Controladoria Geral do Estado (CGE)
Juliana Furini Reginato

13. Secretaria de Justiça (Sejus)
Secretário: Mirian Spreáfico
Secretário Adjunto: Zaqueu Vieira Ramos

14. Secretaria de Planejamento (Seplan)
Secretário: George Alessandro Gonçalves Braga
Secretário Adjunto: Avenilson Trindade

15. Superintendência de Turismo (Setur)
Júlio Olivar (Jornalista)

16. Departamento de Comunicação (Decom)
Fred Perillo (Jornalista)

17. Departamento de Estradas e Rodagem (DER)
Lúcio Antonio Mosquini

18. Secretaria de Segurança Pública, Defesa e Cidadania (Sesdec)
Secretário: Marcelo Nascimento Bessa
Secretário Adjunto: Ricardo Rodrigues

19. Secretaria de Ação Social (Seas)
Secretária: Cláudia Lucena Aires Moura (jornalista)
Secretário Adjunto: Márcio Antônio Félix Ribeiro

20. Instituto de Previdência de Rondônia (Iperon)
Presidente: Walter Silvano Gonçalves Oliveira

21. Sociedade de Portos e Hidrovias (SOPH)
Diretor Presidente: Mateus Santos Costa

22. Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social (Sedes)
Secretário: Edson Luiz Vicente
Adjunto: Allann James França Benjamim

23. Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel)
Secretário: Francisco Leilson Celestino de Souza Filho (Chicão)

24. Procuradoria Geral do Estado (PGE)
Procurador Geral: Valdecir Silva Maciel
Procuradora Adjunta: Maria Rejane Sampaio Santos

25. Secretaria de Administração (Sead)
Secretária: Vera Lúcia Paixão
Secretária Adjunta: Carla Mitsue Ito

26. Instituto de Pesos e Medidas (Ipem)
Presidente: Osni Ortiz
Vice-Presidente: Francisco Batista da Silva (Pantera)

27. Casa Civil
Secretário: Ricardo Sá Vieira
Secretário Adjunto: Basílio Leandro de Oliveira

28. Polícia Civil
Diretor Geral: Claudionor Soares Muniz
Diretor Adjunto: Sandro Luiz Alves de Moura

29. Secretaria de Agricultura (Seagri)
Secretário: Anselmo de Jesus
Secretário Adjunto: Antônio Deusemínio

30. Emater-RO
Secretário Executivo: Elisafam Batista de Sales
Secretátrio Adjunto: Francisco Mende Sá Barreto Coutinho

31. Idaron
Presidente: Marcelo Henrique de Lima Borges

32. Caerd
Diretor: Sérgio Rubens Castelo Branco Alencar
Diretor Adjunto:

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Células-tronco

Leilão pode ajudar menino rondoniense

Em uma corrente de solidariedade, foi realizado no domingo, 5, em Nova Mamoré, leilão beneficente em prol do menino Djair Ferreira Ramos Júmior. A finalidade do evento foi arrecadar recursos financeiros com o objetivo de levar o garoto à China, para o tratamento com células-tronco. Outros municípios poderão se organizar e abraçar essa causa.

Júnior, filho de Djair (funcionário da Emater-RO) e Rita nasceu pré-maturo em 10 de agosto de 2006, em Recife-PE, onde contraiu uma bactéria que o deixou com sequelas. Hoje, com 4 anos de idade, é portador de paralisia cerebral. A luta de seus pais na busca do tratamento é grande. Mas é ainda maior a esperança de continuar vendo, estampado na face do filho, o sorriso límpido de uma criança feliz e muito amada.

A China é hoje referência em estudos de células-tronco, e tem recebido diversos pacientes brasileiros. Lá as pesquisas são permitidas, apoiadas pelo governo e estão bem avançadas. O tratamento consiste em injeções de células-tronco extraídas de cordão umbilical de bebês chineses.

Foram doados mais de 100 animais.
Para ajudar os pais da criança a custear despesas de viagem e estadia na China, amigos e amigos de amigos estão se mobilizando com o intuito de realizar eventos que arrecadem recursos financeiros. Em Nova Mamoré foi realizado um leilão de animais. Para realizar esse segundo leilão (o primeiro foi realizado em Guajará-Mirim), foram doados mais de 100 animais entre bovinos, equinos, muares e carneiros. A venda dos animais resultou em aproximadamente, 55 mil reais.


Apoio voluntário de amigos e instituições
 O leilão contou ainda com apoio voluntário de funcionários e instituições como Emater, Idaron, Loja Maçônica, comerciantes, setor madeireiro, produtores rurais e toda a sociedade de Nova Mamoré.O próximo leilão deverá acontecer em Ponta do Abunã, com apoio do distrito de Extrema, mas outros municípios também podem ajudar. Se alguma cidade estiver interessada em realizar um leilão ou até mesmo outro tipo de evento, poderá entrar em contato pelos telefones (69) 3541-4982, 8435-2209 ou 9963-6793.



Outra forma de ajudar é depositando
qualquer quantia nas contas abaixo, em nome de
Djair Ferreira Ramos T. Júnior


Banco Bradesco
AG.: 708-0
conta-poupança n.º 1000458-6

ou se preferir

Banco do Brasil
AG.: 4004-5
conta-poupança n.º 12.716-7


sábado, 6 de novembro de 2010

TAUTOLOGIA. Você já ouviu falar?

video

Cenas da peça "Nós Na Fita" apresentada por Leandro Hassum e Március Melhem (Zorra Total)

Você sabe o que é tautologia? Não? Mas com “certeza absoluta”, você já a “encarou de frente”, por diversas vezes. Está duvidando? Então vamos lá.

Tautologia é uma das mais comuns e sorrateiras pegadinhas que a língua portuguesa nos prega. É a redundância, a repetição de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas que significam a mesma coisa.

A palavra tautologia origina do grego: tautó, que significa "o mesmo", mais logos, que significa "assunto". Portanto, tautologia é dizer sempre a mesma coisa em termos diferentes.

É muito comum a gente ouvir alguém dizendo por aí em "sair para fora", "entrar para dentro", "subir para cima", "descer para baixo", ou que teve uma "surpresa inesperada". Alguém, por acaso, já fez diferente? Já saiu para dentro? já subiu para baixo? Ou já presenciou uma surpresa esperada? Olha, grita baixo, viu?
Como podemos notar, essas repetições são dispensáveis. E para que você não erre mais, aqui vão mais alguns exemplos. Fique de olho, ou melhor, ouvidos abertos e abra a boca com a certeza de quem sabe o que está falando.

• elo de ligação
• subir para cima
• descer para baixo
• certeza absoluta
• acabamento final
• quantia exata
• nos dias 8, 9 e 10, inclusive
• juntamente com
• expressamente proibido
• em duas metades iguais
• sintomas indicativos
• há anos atrás
• outra alternativa
• vereador da cidade
• detalhes minuciosos
• anexo junto à carta
• todos foram unânimes
• encarar de frente
• criação nova
• retornar de novo
• empréstimo temporário
• surpresa inesperada
• escolha opcional
• planejar antecipadamente
• a última versão definitiva
• possivelmente poderá ocorrer
• comparecer em pessoa
• propriedade característica
• demasiadamente excessivo
• a seu critério pessoal
• seguindo em frente
• pessoa humana
• fato real
• a razão é porque
• de sua livre escolha
• superávit positivo
• conviver junto
• fato real
• multidão de pessoas
• amanhecer o dia
• abertura inaugural
• continua a permanecer
• gritar bem alto
• exceder em muito

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Cinema BR em Movimento 2010


O Cinema BR em Movimento prepara sua nova edição, a 11ª desde sua estréia, em 2000. Projeto de democratização do acesso ao cinema nacional, patrocinado pelo Sistema Petrobras (Petrobras Distribuidora, Petrobras e Transpetro), o maior circuito de exibição não comercial da América Latina inicia, a partir do dia 28 de Agosto, Mais uma série de exibições gratuitas de filmes nacionais. Este ano, cerca de 100 municípios serão contemplados. Nossos agentes culturais, espalhados pelo país, contratados e capacitados pelo projeto, vão exibir 3 longas metragens através do Circuito Comunitário, realizando sessões em comunidades, sedes de projetos sociais, pontos de cultura, agremiações, associações comunitárias, logradouros públicos, etc.

Comunidades sem acesso a salas de cinema e alunos da rede pública de ensino terão a oportunidade de assistir a bons representantes da mais recente safra de filmes nacionais.
Este ano estão em cartaz no projeto a animação infantil “O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes ”; a maior bilheteria do cinema nacional em 2009 “Se Eu Você Fosse 2 ”, e o grande vencedor do Festival de Cinema Brasileiro com 5 troféus “É Proibido Fumar”.
O Estado de Rondônia será contemplado através do município de Porto Velho por meio da EEEFM OSWALDO PIANA, que exibirá no próximo dia 03 de Novembro os três títulos em cartaz.



Segundo assessoria de comunicação do Projeto no Rio de Janeiro “Em 10 anos de atividade o Cinema BR em Movimento já capacitou mais de 550 Agentes Culturais; realizou mais de 13.800 mil sessões gratuitas; em 1.050 municípios e 464 universidades; atingindo mais de 1,8 milhão de espectadores em todo o território nacional. Trata-se do maior circuito não comercial de exibição da América Latina.”

Outras informações:
acesse: www.cinemabremmovimento.com.br

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Café com Arte no Mercado Cultural

O Centro Histórico de Porto Velho ganha mais um espaço dedicado à arte, cultura e lazer. O Café com Arte chega ao Mercado Cultural neste dia 28, à partir das 18 horas, com o show Pirarublue, com Sandro Barcellar e Gioconda sobre a obra de Noel Rosa.



Sobre o Pirarublue*
O Duo Pirarublue é formado pelos artistas Maria Gioconda, Porto Velho/RO, e Sandro Bacelar, Manaus/AM. Iniciaram suas atividades arísticas no ano de 1995 em Rondônia, onde participaram de festivais de música promovidos pelo SESC. Em 2000, estiveram presente na turnê do grupo mineiro 14 BIS, fazendo abertura de shows do grupo pelos estados da Amazônia. Em 2001, surgiu a oportunidade de gravar o primeiro cd de músicas próprias, que contou com a participação especial do guitarrista Cláudio Venturini e arranjador Sérgio Vasconcellos (integrantes do grupo 14 BIS). Após lançamento do cd no Festival de Inverno em Campos do Jordão/SP, foram convidados a participar do maior Festival de Artes da Dinamarca, após isto, fixaram residência no estado de São Paulo e este ano no Rio de Janeiro onde participam de projetos de prefeituras e Sesc's do estado.
Há 3 anos montaram o show “Seu garçom faça o favor...”, focado na obra do poeta Noel Rosa, tendo se apresentado por estados do Norte e Sudeste do Brasil, obtendo destaque em vários programas de rádio e televisão. Atualmente, trabalham na divulgação deste show pleiteando a distribuição do disco comemorativo de 70 anos da morte do poeta, que conta com a participação do maior Show man brasileiro Carlos Miéle.

*Extraído do site Rondoniaovivo

quarta-feira, 9 de junho de 2010

+ Mais Cultura




Mais Cultura apoia cordelistas

O edital Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel 2010 – Edição
Patativa do Assaré – será lançado nesta terça-feira (8) em solenidade no Centro Cultural do Banco do Nordeste, no Cariri (CE). O Mais Cultura vai investir R$ 3 milhões para contemplar cerca de 200 trabalhos de poetas, repentistas, cantadores, emboladores e outros artistas populares e profissionais que atuem em áreas que dialogam com a literatura de cordel. São quatro as categorias: Criação e Produção, Pesquisa, Formação e Difusão. As inscrições encerram-se no dia 30 de julho. Na ocasião do evento, serão entregues as premiações aos selecionados do Microprojetos Mais Cultura no Cariri. Ao todo, foram mais de 1.200 projetos de artistas, produtores culturais e grupos artísticos da região do semiárido contemplados no edital, com valor total de R$ 13,5 milhões. Cada projeto recebeu entre um e 30 salários mínimos.


Microprojetos para Amazônia é prorrogado

Foi prorrogado para 1º de julho o prazo final de inscrição para o edital Microprojetos Mais Cultura na Amazônia Legal. A medida, que será publicada esta semana no Diário Oficial da União, visa ampliar o acesso de artistas e produtores culturais da região ao edital que destina R$ 13,8 milhões para o fomento da cultura
amazônica. O edital e formulários para as inscrições estão disponíveis nas páginas eletrônicas do Ministério da Cultura (www.cultura.gov.br), do Programa Mais Cultura (http://mais.cultura.gov.br), e da Funarte (www.funarte.gov.br). Também serão aceitas inscrições gravadas em meio digital ou fitacassete. Os projetos devem ser enviados pelo correio para o endereço Programa Mais Cultura – Ação Microprojetos Amazônia Legal, Coordenação de Difusão Cultural da Funarte – Brasília, Eixo Monumental, Setor de Divulgação Cultural, Lote 02, CEP 70.070-350, Brasília, DF.


Mais Cultura no Acre

Em parceria com o governo do Acre, o Mais Cultura está investindo R$ 1,2 milhão para apoiar ações de incentivo à leitura no estado. Foram publicados, no dia 2, quatro editais: Bibliotecas Comunitárias Pontinhos de Cultura Prêmio Mais Cultura de Pontos de Leitura Agentes de Leitura.
O Prêmio Mais Cultura de Apoio às Bibliotecas Comunitárias consiste em apoio no valor de R$ 50 mil para duas instituições com propostas culturais, sociais ou educacionais relacionadas ao fortalecimento da leitura no Acre. Os pontinhos de Cultura têm como meta mapear e premiar entidades sem fins lucrativos e instituições governamentais que desenvolvam atividades socioculturais para a infância e adolescência. Serão premiadas em R$ 18 mil, dez iniciativas que cumpram com esse objetivo. O Prêmio Mais Cultura de Pontos de Leitura vai ser destinado para dez iniciativas, que receberão, cada, R$ 20 mil para aquisição de acervo, reforma e instalações. Por último, o edital para seleção de Agentes de Leitura prevê a concessão de 88 bolsas de complementação de renda, no valor mensal unitário de R$ 350, durante um ano, para jovens e adultos entre 18 e 29 anos, com habilidades para a ação e difusão cultural, que atuarão no âmbito de suas comunidades a fim de colaborar com o desenvolvimento humano por meio do acesso aos bens e serviços culturais em municípios e comunidades.
Os interessados têm até o dia 18 de julho para enviar projetos. Os estão Editais estão disponíveis no site do Programa Mais Cultura.


Canteiro Mais Cultura

Mais seis capitais – Recife, Manaus, São Luiz, Belém, Fortaleza e Maceió - realizam de 10 a 14 de junho a ação “Mão na Massa”, desenvolvida em parceria com o Instituto Elos. Os mutirões comunitários visam mobilizar comunidades que receberão espaços multiculturais e bibliotecas do Programa Mais Cultura. O objetivo é fazer com que sociedade e instituições locais se apropriem dos equipamentos, contribuindo futuramente na gestão e programação das unidades. Nessa etapa do projeto, os mutirões colocam em prática ações locais decididas em
conjunto com as comunidades, como, por exemplo, a recuperação de praças nos bairros onde serão construídos os equipamentos do Programa Mais Cultura.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Sem medo de ser feliz


A informação em tempo “quase” real é hoje uma das mais preciosas conquistas do avanço tecnológico. A velocidade com que a informação chega e passa está transformando gerações e mudando o comportamento da sociedade. Fascinante aos olhos de muitos essa nova era da informação é também o monstro de outros que, não alheio às mudanças, temem em se perder no tempo e no espaço. É preciso aliar-se à modernidade e correr contra o tempo. Dificil??? Não para essa nova geração que parece já nascer inserido no mundo virtual. O que fazer, então para acompanhar tal modernidade? Primeiro é preciso aceitar que mediante tal fato não há mais retrocesso. Como disse LÉVY (1996, p.16) "O virtual não se opõe ao real, mas sim ao atual. Contrariamente ao possível, estático e já constituído, o virtual é como o complexo problemático, o nó de tendências ou de forças que acompanha uma situação, um acontecimento, um objeto ou uma entidade qualquer, e que chama um processo de resolução: a atualização." Esse parágrafo nos mostra que é preciso encarar a realidade. A globalização é fato, a interatividade é prática comum, a instantaneidade é notória. Somos hoje, um ícone no espaço cibernético. Vamos então tirar proveito de toda essa conquista e aprender a viver num no mundo moderno, sem medo de ser feliz.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Campanha 2010, Tome uma Atitude!



Planeta Voluntários apoía a Campanha 2010, Tome uma Atitude!



Assista ao Video: http://www.planetavoluntarios.com.br/nossas-acoes

Você sabia que…

- Mais de um bilhão de pessoas no mundo vive com menos de um dólar por dia;

- Cada dia, morrem, por causa da fome, 24 mil pessoas. 10% das crianças, em países em desenvolvimento, morrem antes de completar cinco anos…

- um terço da população é mal alimentado e outro terço está faminto.

- Que a cada dia 275 mil pessoas começam a passar fome ao redor do mundo. O Brasil é o 9º pais com o maior número de pessoas com fome…

- Atualmente, cerca de 1,2 bilhão de pessoas se encontra no estado de alta pobreza devido às condições climáticas de suas regiões.

Você Sabia?

- Mais de um bilhão de crianças, a metade dos menores do mundo, é castigado pela pobreza, as guerras e a Aids;

- Todos os dias, o HIV/AIDS mata 6.000 pessoas e infecta outras 8.200 .

- Todos os anos, seis milhões de crianças morrem de má nutrição antes de completar cinco anos.

- Cerca de 90 mil crianças e adolescentes são órfãos no Brasil, à espera de uma adoção.

- a escassez de água já atinge 2 bilhões de pessoas. Esse número pode dobrar em 20 anos…

Você Sabia?

- Cerca de 100 milhões de pessoas estão sem teto;

- No Brasil, são 33,9 milhões de pessoas sem casa. Só nas áreas urbanas, são 24 milhões que não possuem habitação adequada ou não têm onde morar.

- Que vinte e cinco milhões de pessoas são dependentes de drogas no mundo;

- Que os indígenas continuam a ser vítimas de assassinatos, violência, discriminação, expulsões forçadas e outras violações de direitos humanos.

Você Sabia?

- Mais de 2,6 bilhões de pessoas não têm saneamento básico e mais de um bilhão continua a usar fontes de água imprópria para o consumo.

- Cinco milhões de pessoas, na sua maioria crianças, morrem todos os anos de doenças relacionadas à qualidade da água.

- No mundo inteiro, 114 milhões de crianças não recebem instrução sequer ao nível básico e 584 milhões de mulheres são analfabetas.

Você Sabia?

- Que é gasto 40 vezes mais dinheiro com cosméticos do que com doações…

- é gasto 10 vezes mais dinheiro com armas do que com educação básica;

- O Brasil é campeão mundial de desmatamento. Em segundo lugar está a Indonésia: 18,7 km2 por ano e, em terceiro, segue o Sudão, com 5,9 km2.

- O país perdeu um campo de futebol a cada dez minutos na Amazônia, nos últimos 20 anos.

…Agora você já sabe.

E vai ficar aí parado? Tome uma atitude.

Milhões de Pessoas em Pobreza Extrema Precisam da sua Ajuda!

Seja Voluntário você Também! Junte-se a nós.

Planeta Voluntários

http://www.planetavoluntarios.com.br

Uma rede social por um mundo melhor.

“O que fazemos por nós mesmos morre conosco, o que fazemos pelos outros permanece e é eterno.”

sábado, 22 de maio de 2010

Jornalista Multifuncional


No texto abaixo a jornalista Elaine Tavares relata muito bem o jornalista nos dias de hoje. Com um piso salarial abaixo do merecido e poucas opções de sucesso e reconhecimento, a grande maioria dos profissionais que hoje atuam no jornalismo, o fazem pela paixão a arte. E como é grande a paixão que temos por essa profissão!

Jornalista Multifuncional
por: Elaine Tavares, jornalista

Lages, interior de Santa Catarina, dia de chuva torrencial. Meia dúzia de sindicalistas se coloca em frente ao portão do jornal Correio Lageano. Está um frio de rachar, mas os jornalistas insistem no ato público. Vieram de várias cidades do Estado para exigir da dona do jornal, Isabel Baggio, atual presidente do Sindicato das Empresas de Jornais e Revistas, que apareça para negociar, uma vez que estão em campanha salarial e os patrões se negam a ir para a mesa. O jornal fica próximo ao terminal de ônibus e as pessoas passam às dezenas. Observam os manifestantes com olhar curioso, ao que parece aquilo nunca aconteceu em Lages, médio município da serra catarinense. Com um megafone, Rubens Lunge, presidente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, conta para os moradores da cidade a vida dura de um jornalista. O povo olha desconfiado, afinal, é sempre comum no interior as pessoas ricas e influentes serem as depositárias da verdade. Isso incomoda demais a empresária que decide chamar todo mundo para uma conversa.

Dentro do jornal ela aparece, um pouco tensa, e insiste que não havia a necessidade de ninguém se "abalar" desde a capital para um ato como aquele. Mas os jornalistas que ali estão sabem que sim, era preciso. O Correio Lageano é um jornal do interior em nada diferente dos demais jornais do Estado, boa parte deles de um dono só, os Sirotski, que já formam um oligopólio em Santa Catarina. Ainda fora das presas da família gaúcha, o jornal de Isabel, tal como os outros, segue os maus exemplos da mega empresa. Do grupo de jornalistas que atua no jornal, poucos deles recebem o piso da categoria, mesmo os que estão registrados como repórter. Outros estão expostos a subterfúgios como o de serem registrados em outras funções. Muitos não têm registro. Agora, em pleno mês da data-base, os jornalistas dos médios e pequenos jornais, como este da presidente do sindicato patronal, também devem entrar na ciranda pós-moderna, que faz a cabeça de 10 entre 10 empresários da comunicação, muito bem amparados no incensamento histérico de boa parte do professorado nacional da área do jornalismo: a idéia do jornalista multifuncional. Palavra bonita e "moderna" que nada mais é do que a velha idéia da superexploração do trabalhador. Não contentes em sugar a mais-valia dos seus jornalistas com salários de fome, os empresários agora demandam que eles sigam as exigências de seu tempo: a flexibilidade, a rapidez e a portabilidade (arg!).

E o que é esta coisa de multifuncionalidade?

Qualquer pessoa mais ou menos ligada nas coisas do seu tempo sabe que estas palavras são fluentes na forma societal conhecida como neoliberalismo e que muito estrago provocou no mundo, na década de 90 do século passado. Mas, como cabe a um país colonizado, ainda estamos vivenciando isso aqui no Brasil.

A história da rapidez está associada ao tempo presente, cujo advento das novas tecnologias exige um profissional capaz de informar com mais agilidade sobre o que acontece. A histeria sobre o jornalista é a de concorrer com os blogueiros. Dizem os "especialistas" em comunicação que a internet e os blogs são espaços de informação muito rápida. Um blogueiro pode postar centenas de informações sobre um determinado fato tendo apenas um celular. E isso leva à exigência de que o jornalista também tenha de ter um celular conectado à internet para postar tantas informações quanto um blogueiro qualquer, mesmo que esse blogueiro apenas coloque a informação crua, sem qualquer interpretação ou análise, coisa típica do jornalismo. Assim, as empresas entregam um celular ao funcionário e querem que ele fique colocando informações em vez de centrar-se no fato que está presenciando para, depois, com calma, fazer uma boa análise. Ou seja, acreditar que o jornalista deve concorrer com o blogueiro nada mais é do que diminuir o jornalismo.

Já a flexibilidade é uma linda palavra para coisas tão antigas e feias quanto o sistema capitalista: perda de direitos e superexploração. Em nome da "modernidade" dos tempos de novas tecnologias as empresas querem que os trabalhadores aceitem serem levados para lá e para cá, sem quebrar. Então, exigem que o jornalista contratado como repórter passe a fotografar, faça filminho para colocar na internet, dirija o carro da empresa, poste no twitter, alimente o blog do jornal ou da TV e, se bobear, varra o chão. Ah, e é bom que se diga, tudo isso tem de ser feito dentro do horário de sete horas, que é o tempo praticado por quase todos os meios de comunicação, apesar da carga horária legal ser de cinco horas. A flexibilidade se configura no fato de que ele exerce todas essas funções, mas ganha por uma só. "É a modernidade". Além de tudo isso, como no geral as empresas estão entrando na onda de ter também blogs, twitteres e portais, o profissional é "convidado" a contribuir nos demais veículos. Ou seja, cumpre várias funções e ainda trabalha para vários veículos, sem qualquer mudança no salário. Não tem choro, ou o jornalista aceita, ou a porta da rua é serventia da casa. Tem milhões lá fora esperando para entrar, dizem os patrões. E, assim, a servidão voluntária, tão bem descrita por Etienne de La Boétie[1], em 1552, nunca foi tão popular.

Por isso, causa profundo pesar observar a alegria com que muitos jovens jornalistas se submetem a esta quase escravidão, acreditando que com isso estão aprendendo e tornando-se mais "modernos". Como sindicalista tenho ouvido relatos de deixar qualquer um de cabelo em pé, como a "acusação" de que o sindicato não deveria se meter em questões "tão pequenas" como, por exemplo, denunciar o fato de um profissional, contratado como fotógrafo, escrever matérias de vez em quando, sempre que o veículo precisar. No mais das vezes, os jovens jornalistas se colocam na pele do dono ou dona do jornal e acreditam que eles têm mesmo muita dificuldade de manter o negócio e que por isso, "não custa nada" ajudar. Mesmo que esse "coitado" seja o dono de um oligopólio, como é o caso da RBS no sul do Brasil.

A terceira palavra que define a multifuncionalidade é a tal da portabilidade. Assim, o jornalista começa a ser comparado com um aparelho de celular. Nestes, a portabilidade significa que a pessoa que tem um celular pode usar o chip de qualquer operadora, não ficando "prisioneira" de nenhuma empresa. Percebem a violenta crueldade do conceito? Se ele se fixa na nova exigência colocada ao jornalista, fica parecendo que o jornalista, tal e qual o aparelho de celular, também é livre (o celular igualmente não é!). Ele pode transitar de uma função para outra sem qualquer amarra legal, assim como transita entre as variadas empresas do mesmo dono. Tão absolutamente libertador quanto fumar Malboro ou andar de Honda. E os profissionais se encantam com esta possibilidade, sem perceber que a única liberdade de que são portadores, é a de ser explorado com alegria.

A tecnologia existe para o homem e não o homem para a tecnologia

Sempre me encantou uma frase de Jesus ao povo, quando questionado pelo fato de que fazia curas aos sábados, descumprindo, assim, a lei judaica. O galileu(*), com a tranqüilidade dos sábios, sentenciou: a lei existe para o homem e não o homem para lei, deixando claro que um homem verdadeiramente livre subverte aquilo que o oprime. Assim, penso, deve ser a tecnologia. Como qualquer jornalista moderno gosto demais destas novidades tecnológicas que permitem a rápida circulação das informações. Fotos postadas no twitter, pequenos textos circulando nos blogs, celulares ultra mega powers etc. Mas há uma coisa básica nisso tudo que precisa ser problematizada. Informação não quer dizer jornalismo, necessariamente. Posso postar no twitter que a cidade de Florianópolis está alagada neste momento. E mostrar fotos dos alagamentos etc.

Mas, estes pequenos textos informativos não dão conta da atmosfera totalizante do fato. E o jornalismo é isso. Na singularidade de um fato dado, aquele que narra precisa transitar pelo particular e atingir o universal, tal qual ensinava o mestre Adelmo Genro Filho. Por que a cidade alagou? Quais os motivos que levaram este bairro alagar e não o outro? Como agiu a defesa civil? Por que estes fatos se repetem, sempre nos mesmos lugares? Quais as conseqüências para os atingidos? Enfim, toda a sorte de interpretações da realidade que precisa ser feita por alguém com olhar aguçado, capaz de perguntar e observar, sem se desviar por ter de carregar a bateria da câmera, ou filmar, ou fotografar e postar em tempo real, e twittar e coisa e tal. Um jornalista é uma pessoa que apreende a totalidade do fato, não é um doidivanas carregado de toda a sorte de "portabilidades" que afugentam a atenção para o que é verdadeiramente profundo. Isso me faz lembrar o exemplo de um repórter fotográfico de conhecido jornal local que, obrigado a cumprir a função de motorista, ao se deparar com um fato em movimento, desceu do carro correndo e esqueceu-se de puxar o freio de mão. Lá se foi o carro ladeira abaixo. Nesse caso, venceu o jornalista e sua visão de agente público de informação. Mas, quantos se lixariam para o carro correndo rua afora? Quantos não voltariam, salvariam o carro da empresa e perderiam a foto? Por isso, repórter-fotográfico precisa estar livre para olhar e capturar o instante. Não pode ficar prisioneiro de múltiplas funções.

Obviamente que reputo uma importância abissal aos blogueiros de plantão e a toda a sorte de gente que usa as novas tecnologias para repassar informação. Gosto de saber que tem milhares de seres por aí postando coisas, cenas, fotos, informações que, depois, reunidas por um bom jornalista que também viu os fatos, possam ser analisadas em profundidade, dando-se o devido destaque às causas e conseqüências, formando a grande e quente colcha da totalidade que cobrirá o leitor na sua inteireza.

Pesquisas do IBGE dão conta de que o Brasil está vivendo um drástico problema. Os estudantes, e as pessoas em geral, estão perdendo a capacidade de interpretar um texto. Ou seja, as pessoas lêem a informação, mas não conseguem desdobrá-la, compreendê-la na totalidade. Isso não é conversinha de "esquerdista" ou de jornalistas "dinossauro". São os fatos. Pesquisas sérias de institutos sérios. Por conta disso, insistir em centrar foco na mera reprodução desenfreada de informação é desserviço.

É certo que não se pode pedir ao empresariado da comunicação brasileira - que vê o leitor/espectador como cidadão-cliente, como mero consumidor de um produto - que se preocupe com o nível de compreensão da realidade do povo. Eles estão se lixando para isso. Querem vender jornal, querem vender anúncio e fortalecer a mais-valia ideológica que mantém as gentes vinculadas ao sistema produtivo mesmo quando estão em casa, supostamente descansando, vendo TV. Nosso alvo tem de ser então os jornalistas.

São eles os que precisam compreender o que é, efetivamente, o jornalismo. Serviço público, espaço de compreensão totalizante do real. Não é papel do jornalismo concorrer com a rapidez internética. Basta a gente se lembrar do tempo dos infográficos, recordam? Os jornais queriam concorrer com a velocidade da televisão e enchiam suas páginas com infográficos descontextualizados. Mostravam muito bem como tinha sido a coisa, mas não explicavam os porquês. Era a superficialidade da TV transformada em papel. Virou febre, mas não durou muito. Assim, penso deverá acontecer com a tal da multifuncionalidade. Será uma febre, e vai passar. Jornalistas que faz cinco coisas ao mesmo tempo às fará todas muito mal feitas.

Leitor não é Homer Simpson

É certo que para o dono do jornal, amparado na razão capitalista, será uma dádiva ter um profissional que ganha por um e trabalha por cinco, nos seus diversos veículos. Mas, mesmo eles, ao compreenderem os mais rudimentares preceitos do capitalismo, verão que o tal do leitor, que eles consideram cliente, vai acabar percebendo a má-qualidade. Porque leitor não é "Homer Simpson" como já alegou William Bonner. E, igualmente, os trabalhadores, que hoje se submetem à servidão voluntária, acreditando que com isso estão garantindo emprego ou coisa assim, também terminarão percebendo que a flexibilidade, a rapidez e a portabilidade da multifuncionalidade só os deixam doentes, e não lhes garantem o emprego. Porque, no mais das vezes, quando uma "peça" do sistema falha , ela é substituída por outra, mais novinha e ávida por ser a "mais veloz".

A nós, que atuamos na luta sindical, cabe desvelar as mentiras escondidas sob o manto da nova onda e organizar as batalhas coletivas dos trabalhadores escravizados pela reestruturação produtiva do capital. A tecnologia, os novos e modernos instrumentos de trabalho devem sim ser conhecidos e dominados por todos os jornalistas, mas, trabalhando numa empresa, não temos de ser obrigados a fazer tudo o que a tecnologia permite. Lembrem do nazareno e sua verdade incontestável: as novas tecnologias, que são conquistas de toda a gente, porque se derivam do trabalho socialmente produzido, são muito boas e muito legais. Mas elas foram feitas para nos libertar e não para nos escravizar. Ser multifuncional não é coisa de hoje. Somos profissionais, pais, irmãos, amigos, filhos, colecionamos coisas, praticamos esportes, fazemos artesanato, enfim, atuamos em várias frentes.

O perigo da tal multifucionalidade só aparece quando ela se transforma numa bola de ferro no nosso pé, a serviço do lucro de alguém. Como dizem os povos de fala hispânica: "¡Ojo!" O que na nossa língua mãe significa nada mais do que "olho vivo, meu irmão!" Não caia no conto do patrão. Ele toma champanhe em Paris enquanto tu esperas no posto de saúde, acometido de LER, estresse crônico ou depressão. E, mais tarde, vem a demissão!"...

Nota:

[1] Etienne De La Boétie. Discurso da Servidão Voluntária. Editora Brasiliense. São Paulo, 1982. Vale a pena ler. O texto é curto e de uma contundência atroz.

(*)NdE: Refere-se a Jesus de Nazaré.

O texto foi extraído do site Adital - Notícias da América Latina e Caribe.
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=47958

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher


No dia 8 de março de 1857, na cidade de Nova Iorque, mulheres, operárias de uma fábrica de tecidos, deram o primeiro passo para a conquista do seu espaço na sociedade. O motivo? Melhores condições e redução na carga diária de trabalho, equiparação salarial entre homens e mulheres e respeito no ambiente de trabalho.
Hoje, mais de um século e meio depois, o que realmente comemorar no Dia Internacional da Mulher?
Somente 53 anos depois, durante a primeira Conferência Internacional da Mulher, realizada na Dinamarca, foi decidido que o dia 8 de março representaria o Dia Internacional da Mulher, em homenagem àquelas que deram seu sangue, por um pouco de dignidade. E levou mais 65 anos para que a Organização das Nações Unidas (ONU) reconhecesse e oficializasse a data.
Está certo, podemos dizer que 1932 foi um grande marco na história da mulher brasileira. Foi no dia 24 de fevereiro desse ano, que ganhamos o direito de votar e de ser eleita para cargos políticos. Entretanto, ainda hoje, é pequena a representatividade feminina na história da política não só no Brasil, mas no Mundo.
As mulheres representam 51% da população mundial e 49,8% do eleitorado brasileiro. Entretanto estão sub-representadas em todos os corpos legislativos do mundo, com exceção da Finlândia onde as mulheres são 32% na legislatura nacional, mas ainda é minoria.
No mundo as mulheres representam 70% da população que vive em situação de miséria, detém apenas 1% da riqueza e ganham apenas 10% da receita Mundial e representam 2/3 dos analfabetos do mundo.
Mesmo trabalhado 20% a mais que os homens nos países desenvolvidos e 30% a mais nos países em desenvolvimento as mulheres recebem, em média, salários 30% menor que o dos homens, mesmo quando em o mesmo emprego, na média mundial.
No Brasil as Mulheres trabalham 4,4 horas a mais por dia, em afazeres domésticos, que ainda é predominantemente um trabalho feminino.
Quase 30% das famílias brasileiras são chefiadas por mulheres. Sua concentração é no Nordeste, que apresenta o maior número de famílias nessa situação. Já, o maior percentual de mulheres chefes sem cônjuge, com todos os filhos menores de 14 nos, está na região Norte. É na região Norte também que está a maior proporção de mães jovens.
E não para por aí. Apenas 3,9% das mulheres brasileiras ocupam cargos de direção e apenas 10% das mães que trabalham têm acesso a creches.
Isso tudo sem consideramos a violência pela qual a mulher é submetida, a exploração sexual e tantos outros fatores que ainda é motivo de humilhação e sofrimento para a mulher.
Fica aqui então, uma pausa para reflexão: O que há para se comemorar no Dia Internacional da Mulher?

Cronograma das Conquistas Femininas na História
1788 - o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.
1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.
1857 – operárias de uma fábrica de tecidos, em Nova Iorque iniciam greve para reivindicar melhoria das condições de trabalho. A manifestação é reprimida trancando-as na fábrica que foi incendiada.
1859 - surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.
1862 - durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.
1865 - na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.
1866 - No Reno Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas
1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres
1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.
1874 - criada no Japão a primeira escola normal para moças
1878 - criada na Rússia uma Universidade Feminina
1901 - o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres
1910 – Escolhida,durante a Conferência da Dinamarca, a data de 8 de março, para representar o dia em homenagem às mulheres.
1948 – Desde a Declaração Universal dos Direitos Humanos a idéia de direitos humanos sofreu modificações e aprimoramentos. A mobilização dos movimentos sociais, como a luta das mulheres, foi fundamental nessa trajetória.
1975 – ONU oficializa, através de Decreto, o Dia Internacional da Mulher, a ser comemorado em 8 de março.
1988 – A Constituição brasileira fortaleceu e aprimorou a proteção dos direitos políticos e estabeleceu, pela primeira vez, a igualdade entre os gêneros como direito fundamental
2006 – É criada a Lei Maria da Penha (Lei n.º 11.340/2006) em punição às agressões contra as mulheres.