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sábado, 6 de novembro de 2010

TAUTOLOGIA. Você já ouviu falar?


Cenas da peça "Nós Na Fita" apresentada por Leandro Hassum e Március Melhem (Zorra Total)

Você sabe o que é tautologia? Não? Mas com “certeza absoluta”, você já a “encarou de frente”, por diversas vezes. Está duvidando? Então vamos lá.

Tautologia é uma das mais comuns e sorrateiras pegadinhas que a língua portuguesa nos prega. É a redundância, a repetição de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas que significam a mesma coisa.

A palavra tautologia origina do grego: tautó, que significa "o mesmo", mais logos, que significa "assunto". Portanto, tautologia é dizer sempre a mesma coisa em termos diferentes.

É muito comum a gente ouvir alguém dizendo por aí em "sair para fora", "entrar para dentro", "subir para cima", "descer para baixo", ou que teve uma "surpresa inesperada". Alguém, por acaso, já fez diferente? Já saiu para dentro? já subiu para baixo? Ou já presenciou uma surpresa esperada? Olha, grita baixo, viu?
Como podemos notar, essas repetições são dispensáveis. E para que você não erre mais, aqui vão mais alguns exemplos. Fique de olho, ou melhor, ouvidos abertos e abra a boca com a certeza de quem sabe o que está falando.

• elo de ligação
• subir para cima
• descer para baixo
• certeza absoluta
• acabamento final
• quantia exata
• nos dias 8, 9 e 10, inclusive
• juntamente com
• expressamente proibido
• em duas metades iguais
• sintomas indicativos
• há anos atrás
• outra alternativa
• vereador da cidade
• detalhes minuciosos
• anexo junto à carta
• todos foram unânimes
• encarar de frente
• criação nova
• retornar de novo
• empréstimo temporário
• surpresa inesperada
• escolha opcional
• planejar antecipadamente
• a última versão definitiva
• possivelmente poderá ocorrer
• comparecer em pessoa
• propriedade característica
• demasiadamente excessivo
• a seu critério pessoal
• seguindo em frente
• pessoa humana
• fato real
• a razão é porque
• de sua livre escolha
• superávit positivo
• conviver junto
• fato real
• multidão de pessoas
• amanhecer o dia
• abertura inaugural
• continua a permanecer
• gritar bem alto
• exceder em muito

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Cinema BR em Movimento 2010


O Cinema BR em Movimento prepara sua nova edição, a 11ª desde sua estréia, em 2000. Projeto de democratização do acesso ao cinema nacional, patrocinado pelo Sistema Petrobras (Petrobras Distribuidora, Petrobras e Transpetro), o maior circuito de exibição não comercial da América Latina inicia, a partir do dia 28 de Agosto, Mais uma série de exibições gratuitas de filmes nacionais. Este ano, cerca de 100 municípios serão contemplados. Nossos agentes culturais, espalhados pelo país, contratados e capacitados pelo projeto, vão exibir 3 longas metragens através do Circuito Comunitário, realizando sessões em comunidades, sedes de projetos sociais, pontos de cultura, agremiações, associações comunitárias, logradouros públicos, etc.

Comunidades sem acesso a salas de cinema e alunos da rede pública de ensino terão a oportunidade de assistir a bons representantes da mais recente safra de filmes nacionais.
Este ano estão em cartaz no projeto a animação infantil “O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes ”; a maior bilheteria do cinema nacional em 2009 “Se Eu Você Fosse 2 ”, e o grande vencedor do Festival de Cinema Brasileiro com 5 troféus “É Proibido Fumar”.
O Estado de Rondônia será contemplado através do município de Porto Velho por meio da EEEFM OSWALDO PIANA, que exibirá no próximo dia 03 de Novembro os três títulos em cartaz.



Segundo assessoria de comunicação do Projeto no Rio de Janeiro “Em 10 anos de atividade o Cinema BR em Movimento já capacitou mais de 550 Agentes Culturais; realizou mais de 13.800 mil sessões gratuitas; em 1.050 municípios e 464 universidades; atingindo mais de 1,8 milhão de espectadores em todo o território nacional. Trata-se do maior circuito não comercial de exibição da América Latina.”

Outras informações:
acesse: www.cinemabremmovimento.com.br

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Café com Arte no Mercado Cultural

O Centro Histórico de Porto Velho ganha mais um espaço dedicado à arte, cultura e lazer. O Café com Arte chega ao Mercado Cultural neste dia 28, à partir das 18 horas, com o show Pirarublue, com Sandro Barcellar e Gioconda sobre a obra de Noel Rosa.



Sobre o Pirarublue*
O Duo Pirarublue é formado pelos artistas Maria Gioconda, Porto Velho/RO, e Sandro Bacelar, Manaus/AM. Iniciaram suas atividades arísticas no ano de 1995 em Rondônia, onde participaram de festivais de música promovidos pelo SESC. Em 2000, estiveram presente na turnê do grupo mineiro 14 BIS, fazendo abertura de shows do grupo pelos estados da Amazônia. Em 2001, surgiu a oportunidade de gravar o primeiro cd de músicas próprias, que contou com a participação especial do guitarrista Cláudio Venturini e arranjador Sérgio Vasconcellos (integrantes do grupo 14 BIS). Após lançamento do cd no Festival de Inverno em Campos do Jordão/SP, foram convidados a participar do maior Festival de Artes da Dinamarca, após isto, fixaram residência no estado de São Paulo e este ano no Rio de Janeiro onde participam de projetos de prefeituras e Sesc's do estado.
Há 3 anos montaram o show “Seu garçom faça o favor...”, focado na obra do poeta Noel Rosa, tendo se apresentado por estados do Norte e Sudeste do Brasil, obtendo destaque em vários programas de rádio e televisão. Atualmente, trabalham na divulgação deste show pleiteando a distribuição do disco comemorativo de 70 anos da morte do poeta, que conta com a participação do maior Show man brasileiro Carlos Miéle.

*Extraído do site Rondoniaovivo

quarta-feira, 9 de junho de 2010

+ Mais Cultura




Mais Cultura apoia cordelistas

O edital Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel 2010 – Edição
Patativa do Assaré – será lançado nesta terça-feira (8) em solenidade no Centro Cultural do Banco do Nordeste, no Cariri (CE). O Mais Cultura vai investir R$ 3 milhões para contemplar cerca de 200 trabalhos de poetas, repentistas, cantadores, emboladores e outros artistas populares e profissionais que atuem em áreas que dialogam com a literatura de cordel. São quatro as categorias: Criação e Produção, Pesquisa, Formação e Difusão. As inscrições encerram-se no dia 30 de julho. Na ocasião do evento, serão entregues as premiações aos selecionados do Microprojetos Mais Cultura no Cariri. Ao todo, foram mais de 1.200 projetos de artistas, produtores culturais e grupos artísticos da região do semiárido contemplados no edital, com valor total de R$ 13,5 milhões. Cada projeto recebeu entre um e 30 salários mínimos.


Microprojetos para Amazônia é prorrogado

Foi prorrogado para 1º de julho o prazo final de inscrição para o edital Microprojetos Mais Cultura na Amazônia Legal. A medida, que será publicada esta semana no Diário Oficial da União, visa ampliar o acesso de artistas e produtores culturais da região ao edital que destina R$ 13,8 milhões para o fomento da cultura
amazônica. O edital e formulários para as inscrições estão disponíveis nas páginas eletrônicas do Ministério da Cultura (www.cultura.gov.br), do Programa Mais Cultura (http://mais.cultura.gov.br), e da Funarte (www.funarte.gov.br). Também serão aceitas inscrições gravadas em meio digital ou fitacassete. Os projetos devem ser enviados pelo correio para o endereço Programa Mais Cultura – Ação Microprojetos Amazônia Legal, Coordenação de Difusão Cultural da Funarte – Brasília, Eixo Monumental, Setor de Divulgação Cultural, Lote 02, CEP 70.070-350, Brasília, DF.


Mais Cultura no Acre

Em parceria com o governo do Acre, o Mais Cultura está investindo R$ 1,2 milhão para apoiar ações de incentivo à leitura no estado. Foram publicados, no dia 2, quatro editais: Bibliotecas Comunitárias Pontinhos de Cultura Prêmio Mais Cultura de Pontos de Leitura Agentes de Leitura.
O Prêmio Mais Cultura de Apoio às Bibliotecas Comunitárias consiste em apoio no valor de R$ 50 mil para duas instituições com propostas culturais, sociais ou educacionais relacionadas ao fortalecimento da leitura no Acre. Os pontinhos de Cultura têm como meta mapear e premiar entidades sem fins lucrativos e instituições governamentais que desenvolvam atividades socioculturais para a infância e adolescência. Serão premiadas em R$ 18 mil, dez iniciativas que cumpram com esse objetivo. O Prêmio Mais Cultura de Pontos de Leitura vai ser destinado para dez iniciativas, que receberão, cada, R$ 20 mil para aquisição de acervo, reforma e instalações. Por último, o edital para seleção de Agentes de Leitura prevê a concessão de 88 bolsas de complementação de renda, no valor mensal unitário de R$ 350, durante um ano, para jovens e adultos entre 18 e 29 anos, com habilidades para a ação e difusão cultural, que atuarão no âmbito de suas comunidades a fim de colaborar com o desenvolvimento humano por meio do acesso aos bens e serviços culturais em municípios e comunidades.
Os interessados têm até o dia 18 de julho para enviar projetos. Os estão Editais estão disponíveis no site do Programa Mais Cultura.


Canteiro Mais Cultura

Mais seis capitais – Recife, Manaus, São Luiz, Belém, Fortaleza e Maceió - realizam de 10 a 14 de junho a ação “Mão na Massa”, desenvolvida em parceria com o Instituto Elos. Os mutirões comunitários visam mobilizar comunidades que receberão espaços multiculturais e bibliotecas do Programa Mais Cultura. O objetivo é fazer com que sociedade e instituições locais se apropriem dos equipamentos, contribuindo futuramente na gestão e programação das unidades. Nessa etapa do projeto, os mutirões colocam em prática ações locais decididas em
conjunto com as comunidades, como, por exemplo, a recuperação de praças nos bairros onde serão construídos os equipamentos do Programa Mais Cultura.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Sem medo de ser feliz


A informação em tempo “quase” real é hoje uma das mais preciosas conquistas do avanço tecnológico. A velocidade com que a informação chega e passa está transformando gerações e mudando o comportamento da sociedade. Fascinante aos olhos de muitos essa nova era da informação é também o monstro de outros que, não alheio às mudanças, temem em se perder no tempo e no espaço. É preciso aliar-se à modernidade e correr contra o tempo. Dificil??? Não para essa nova geração que parece já nascer inserido no mundo virtual. O que fazer, então para acompanhar tal modernidade? Primeiro é preciso aceitar que mediante tal fato não há mais retrocesso. Como disse LÉVY (1996, p.16) "O virtual não se opõe ao real, mas sim ao atual. Contrariamente ao possível, estático e já constituído, o virtual é como o complexo problemático, o nó de tendências ou de forças que acompanha uma situação, um acontecimento, um objeto ou uma entidade qualquer, e que chama um processo de resolução: a atualização." Esse parágrafo nos mostra que é preciso encarar a realidade. A globalização é fato, a interatividade é prática comum, a instantaneidade é notória. Somos hoje, um ícone no espaço cibernético. Vamos então tirar proveito de toda essa conquista e aprender a viver num no mundo moderno, sem medo de ser feliz.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Campanha 2010, Tome uma Atitude!



Planeta Voluntários apoía a Campanha 2010, Tome uma Atitude!



Assista ao Video: http://www.planetavoluntarios.com.br/nossas-acoes

Você sabia que…

- Mais de um bilhão de pessoas no mundo vive com menos de um dólar por dia;

- Cada dia, morrem, por causa da fome, 24 mil pessoas. 10% das crianças, em países em desenvolvimento, morrem antes de completar cinco anos…

- um terço da população é mal alimentado e outro terço está faminto.

- Que a cada dia 275 mil pessoas começam a passar fome ao redor do mundo. O Brasil é o 9º pais com o maior número de pessoas com fome…

- Atualmente, cerca de 1,2 bilhão de pessoas se encontra no estado de alta pobreza devido às condições climáticas de suas regiões.

Você Sabia?

- Mais de um bilhão de crianças, a metade dos menores do mundo, é castigado pela pobreza, as guerras e a Aids;

- Todos os dias, o HIV/AIDS mata 6.000 pessoas e infecta outras 8.200 .

- Todos os anos, seis milhões de crianças morrem de má nutrição antes de completar cinco anos.

- Cerca de 90 mil crianças e adolescentes são órfãos no Brasil, à espera de uma adoção.

- a escassez de água já atinge 2 bilhões de pessoas. Esse número pode dobrar em 20 anos…

Você Sabia?

- Cerca de 100 milhões de pessoas estão sem teto;

- No Brasil, são 33,9 milhões de pessoas sem casa. Só nas áreas urbanas, são 24 milhões que não possuem habitação adequada ou não têm onde morar.

- Que vinte e cinco milhões de pessoas são dependentes de drogas no mundo;

- Que os indígenas continuam a ser vítimas de assassinatos, violência, discriminação, expulsões forçadas e outras violações de direitos humanos.

Você Sabia?

- Mais de 2,6 bilhões de pessoas não têm saneamento básico e mais de um bilhão continua a usar fontes de água imprópria para o consumo.

- Cinco milhões de pessoas, na sua maioria crianças, morrem todos os anos de doenças relacionadas à qualidade da água.

- No mundo inteiro, 114 milhões de crianças não recebem instrução sequer ao nível básico e 584 milhões de mulheres são analfabetas.

Você Sabia?

- Que é gasto 40 vezes mais dinheiro com cosméticos do que com doações…

- é gasto 10 vezes mais dinheiro com armas do que com educação básica;

- O Brasil é campeão mundial de desmatamento. Em segundo lugar está a Indonésia: 18,7 km2 por ano e, em terceiro, segue o Sudão, com 5,9 km2.

- O país perdeu um campo de futebol a cada dez minutos na Amazônia, nos últimos 20 anos.

…Agora você já sabe.

E vai ficar aí parado? Tome uma atitude.

Milhões de Pessoas em Pobreza Extrema Precisam da sua Ajuda!

Seja Voluntário você Também! Junte-se a nós.

Planeta Voluntários

http://www.planetavoluntarios.com.br

Uma rede social por um mundo melhor.

“O que fazemos por nós mesmos morre conosco, o que fazemos pelos outros permanece e é eterno.”

sábado, 22 de maio de 2010

Jornalista Multifuncional


No texto abaixo a jornalista Elaine Tavares relata muito bem o jornalista nos dias de hoje. Com um piso salarial abaixo do merecido e poucas opções de sucesso e reconhecimento, a grande maioria dos profissionais que hoje atuam no jornalismo, o fazem pela paixão a arte. E como é grande a paixão que temos por essa profissão!

Jornalista Multifuncional
por: Elaine Tavares, jornalista

Lages, interior de Santa Catarina, dia de chuva torrencial. Meia dúzia de sindicalistas se coloca em frente ao portão do jornal Correio Lageano. Está um frio de rachar, mas os jornalistas insistem no ato público. Vieram de várias cidades do Estado para exigir da dona do jornal, Isabel Baggio, atual presidente do Sindicato das Empresas de Jornais e Revistas, que apareça para negociar, uma vez que estão em campanha salarial e os patrões se negam a ir para a mesa. O jornal fica próximo ao terminal de ônibus e as pessoas passam às dezenas. Observam os manifestantes com olhar curioso, ao que parece aquilo nunca aconteceu em Lages, médio município da serra catarinense. Com um megafone, Rubens Lunge, presidente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, conta para os moradores da cidade a vida dura de um jornalista. O povo olha desconfiado, afinal, é sempre comum no interior as pessoas ricas e influentes serem as depositárias da verdade. Isso incomoda demais a empresária que decide chamar todo mundo para uma conversa.

Dentro do jornal ela aparece, um pouco tensa, e insiste que não havia a necessidade de ninguém se "abalar" desde a capital para um ato como aquele. Mas os jornalistas que ali estão sabem que sim, era preciso. O Correio Lageano é um jornal do interior em nada diferente dos demais jornais do Estado, boa parte deles de um dono só, os Sirotski, que já formam um oligopólio em Santa Catarina. Ainda fora das presas da família gaúcha, o jornal de Isabel, tal como os outros, segue os maus exemplos da mega empresa. Do grupo de jornalistas que atua no jornal, poucos deles recebem o piso da categoria, mesmo os que estão registrados como repórter. Outros estão expostos a subterfúgios como o de serem registrados em outras funções. Muitos não têm registro. Agora, em pleno mês da data-base, os jornalistas dos médios e pequenos jornais, como este da presidente do sindicato patronal, também devem entrar na ciranda pós-moderna, que faz a cabeça de 10 entre 10 empresários da comunicação, muito bem amparados no incensamento histérico de boa parte do professorado nacional da área do jornalismo: a idéia do jornalista multifuncional. Palavra bonita e "moderna" que nada mais é do que a velha idéia da superexploração do trabalhador. Não contentes em sugar a mais-valia dos seus jornalistas com salários de fome, os empresários agora demandam que eles sigam as exigências de seu tempo: a flexibilidade, a rapidez e a portabilidade (arg!).

E o que é esta coisa de multifuncionalidade?

Qualquer pessoa mais ou menos ligada nas coisas do seu tempo sabe que estas palavras são fluentes na forma societal conhecida como neoliberalismo e que muito estrago provocou no mundo, na década de 90 do século passado. Mas, como cabe a um país colonizado, ainda estamos vivenciando isso aqui no Brasil.

A história da rapidez está associada ao tempo presente, cujo advento das novas tecnologias exige um profissional capaz de informar com mais agilidade sobre o que acontece. A histeria sobre o jornalista é a de concorrer com os blogueiros. Dizem os "especialistas" em comunicação que a internet e os blogs são espaços de informação muito rápida. Um blogueiro pode postar centenas de informações sobre um determinado fato tendo apenas um celular. E isso leva à exigência de que o jornalista também tenha de ter um celular conectado à internet para postar tantas informações quanto um blogueiro qualquer, mesmo que esse blogueiro apenas coloque a informação crua, sem qualquer interpretação ou análise, coisa típica do jornalismo. Assim, as empresas entregam um celular ao funcionário e querem que ele fique colocando informações em vez de centrar-se no fato que está presenciando para, depois, com calma, fazer uma boa análise. Ou seja, acreditar que o jornalista deve concorrer com o blogueiro nada mais é do que diminuir o jornalismo.

Já a flexibilidade é uma linda palavra para coisas tão antigas e feias quanto o sistema capitalista: perda de direitos e superexploração. Em nome da "modernidade" dos tempos de novas tecnologias as empresas querem que os trabalhadores aceitem serem levados para lá e para cá, sem quebrar. Então, exigem que o jornalista contratado como repórter passe a fotografar, faça filminho para colocar na internet, dirija o carro da empresa, poste no twitter, alimente o blog do jornal ou da TV e, se bobear, varra o chão. Ah, e é bom que se diga, tudo isso tem de ser feito dentro do horário de sete horas, que é o tempo praticado por quase todos os meios de comunicação, apesar da carga horária legal ser de cinco horas. A flexibilidade se configura no fato de que ele exerce todas essas funções, mas ganha por uma só. "É a modernidade". Além de tudo isso, como no geral as empresas estão entrando na onda de ter também blogs, twitteres e portais, o profissional é "convidado" a contribuir nos demais veículos. Ou seja, cumpre várias funções e ainda trabalha para vários veículos, sem qualquer mudança no salário. Não tem choro, ou o jornalista aceita, ou a porta da rua é serventia da casa. Tem milhões lá fora esperando para entrar, dizem os patrões. E, assim, a servidão voluntária, tão bem descrita por Etienne de La Boétie[1], em 1552, nunca foi tão popular.

Por isso, causa profundo pesar observar a alegria com que muitos jovens jornalistas se submetem a esta quase escravidão, acreditando que com isso estão aprendendo e tornando-se mais "modernos". Como sindicalista tenho ouvido relatos de deixar qualquer um de cabelo em pé, como a "acusação" de que o sindicato não deveria se meter em questões "tão pequenas" como, por exemplo, denunciar o fato de um profissional, contratado como fotógrafo, escrever matérias de vez em quando, sempre que o veículo precisar. No mais das vezes, os jovens jornalistas se colocam na pele do dono ou dona do jornal e acreditam que eles têm mesmo muita dificuldade de manter o negócio e que por isso, "não custa nada" ajudar. Mesmo que esse "coitado" seja o dono de um oligopólio, como é o caso da RBS no sul do Brasil.

A terceira palavra que define a multifuncionalidade é a tal da portabilidade. Assim, o jornalista começa a ser comparado com um aparelho de celular. Nestes, a portabilidade significa que a pessoa que tem um celular pode usar o chip de qualquer operadora, não ficando "prisioneira" de nenhuma empresa. Percebem a violenta crueldade do conceito? Se ele se fixa na nova exigência colocada ao jornalista, fica parecendo que o jornalista, tal e qual o aparelho de celular, também é livre (o celular igualmente não é!). Ele pode transitar de uma função para outra sem qualquer amarra legal, assim como transita entre as variadas empresas do mesmo dono. Tão absolutamente libertador quanto fumar Malboro ou andar de Honda. E os profissionais se encantam com esta possibilidade, sem perceber que a única liberdade de que são portadores, é a de ser explorado com alegria.

A tecnologia existe para o homem e não o homem para a tecnologia

Sempre me encantou uma frase de Jesus ao povo, quando questionado pelo fato de que fazia curas aos sábados, descumprindo, assim, a lei judaica. O galileu(*), com a tranqüilidade dos sábios, sentenciou: a lei existe para o homem e não o homem para lei, deixando claro que um homem verdadeiramente livre subverte aquilo que o oprime. Assim, penso, deve ser a tecnologia. Como qualquer jornalista moderno gosto demais destas novidades tecnológicas que permitem a rápida circulação das informações. Fotos postadas no twitter, pequenos textos circulando nos blogs, celulares ultra mega powers etc. Mas há uma coisa básica nisso tudo que precisa ser problematizada. Informação não quer dizer jornalismo, necessariamente. Posso postar no twitter que a cidade de Florianópolis está alagada neste momento. E mostrar fotos dos alagamentos etc.

Mas, estes pequenos textos informativos não dão conta da atmosfera totalizante do fato. E o jornalismo é isso. Na singularidade de um fato dado, aquele que narra precisa transitar pelo particular e atingir o universal, tal qual ensinava o mestre Adelmo Genro Filho. Por que a cidade alagou? Quais os motivos que levaram este bairro alagar e não o outro? Como agiu a defesa civil? Por que estes fatos se repetem, sempre nos mesmos lugares? Quais as conseqüências para os atingidos? Enfim, toda a sorte de interpretações da realidade que precisa ser feita por alguém com olhar aguçado, capaz de perguntar e observar, sem se desviar por ter de carregar a bateria da câmera, ou filmar, ou fotografar e postar em tempo real, e twittar e coisa e tal. Um jornalista é uma pessoa que apreende a totalidade do fato, não é um doidivanas carregado de toda a sorte de "portabilidades" que afugentam a atenção para o que é verdadeiramente profundo. Isso me faz lembrar o exemplo de um repórter fotográfico de conhecido jornal local que, obrigado a cumprir a função de motorista, ao se deparar com um fato em movimento, desceu do carro correndo e esqueceu-se de puxar o freio de mão. Lá se foi o carro ladeira abaixo. Nesse caso, venceu o jornalista e sua visão de agente público de informação. Mas, quantos se lixariam para o carro correndo rua afora? Quantos não voltariam, salvariam o carro da empresa e perderiam a foto? Por isso, repórter-fotográfico precisa estar livre para olhar e capturar o instante. Não pode ficar prisioneiro de múltiplas funções.

Obviamente que reputo uma importância abissal aos blogueiros de plantão e a toda a sorte de gente que usa as novas tecnologias para repassar informação. Gosto de saber que tem milhares de seres por aí postando coisas, cenas, fotos, informações que, depois, reunidas por um bom jornalista que também viu os fatos, possam ser analisadas em profundidade, dando-se o devido destaque às causas e conseqüências, formando a grande e quente colcha da totalidade que cobrirá o leitor na sua inteireza.

Pesquisas do IBGE dão conta de que o Brasil está vivendo um drástico problema. Os estudantes, e as pessoas em geral, estão perdendo a capacidade de interpretar um texto. Ou seja, as pessoas lêem a informação, mas não conseguem desdobrá-la, compreendê-la na totalidade. Isso não é conversinha de "esquerdista" ou de jornalistas "dinossauro". São os fatos. Pesquisas sérias de institutos sérios. Por conta disso, insistir em centrar foco na mera reprodução desenfreada de informação é desserviço.

É certo que não se pode pedir ao empresariado da comunicação brasileira - que vê o leitor/espectador como cidadão-cliente, como mero consumidor de um produto - que se preocupe com o nível de compreensão da realidade do povo. Eles estão se lixando para isso. Querem vender jornal, querem vender anúncio e fortalecer a mais-valia ideológica que mantém as gentes vinculadas ao sistema produtivo mesmo quando estão em casa, supostamente descansando, vendo TV. Nosso alvo tem de ser então os jornalistas.

São eles os que precisam compreender o que é, efetivamente, o jornalismo. Serviço público, espaço de compreensão totalizante do real. Não é papel do jornalismo concorrer com a rapidez internética. Basta a gente se lembrar do tempo dos infográficos, recordam? Os jornais queriam concorrer com a velocidade da televisão e enchiam suas páginas com infográficos descontextualizados. Mostravam muito bem como tinha sido a coisa, mas não explicavam os porquês. Era a superficialidade da TV transformada em papel. Virou febre, mas não durou muito. Assim, penso deverá acontecer com a tal da multifuncionalidade. Será uma febre, e vai passar. Jornalistas que faz cinco coisas ao mesmo tempo às fará todas muito mal feitas.

Leitor não é Homer Simpson

É certo que para o dono do jornal, amparado na razão capitalista, será uma dádiva ter um profissional que ganha por um e trabalha por cinco, nos seus diversos veículos. Mas, mesmo eles, ao compreenderem os mais rudimentares preceitos do capitalismo, verão que o tal do leitor, que eles consideram cliente, vai acabar percebendo a má-qualidade. Porque leitor não é "Homer Simpson" como já alegou William Bonner. E, igualmente, os trabalhadores, que hoje se submetem à servidão voluntária, acreditando que com isso estão garantindo emprego ou coisa assim, também terminarão percebendo que a flexibilidade, a rapidez e a portabilidade da multifuncionalidade só os deixam doentes, e não lhes garantem o emprego. Porque, no mais das vezes, quando uma "peça" do sistema falha , ela é substituída por outra, mais novinha e ávida por ser a "mais veloz".

A nós, que atuamos na luta sindical, cabe desvelar as mentiras escondidas sob o manto da nova onda e organizar as batalhas coletivas dos trabalhadores escravizados pela reestruturação produtiva do capital. A tecnologia, os novos e modernos instrumentos de trabalho devem sim ser conhecidos e dominados por todos os jornalistas, mas, trabalhando numa empresa, não temos de ser obrigados a fazer tudo o que a tecnologia permite. Lembrem do nazareno e sua verdade incontestável: as novas tecnologias, que são conquistas de toda a gente, porque se derivam do trabalho socialmente produzido, são muito boas e muito legais. Mas elas foram feitas para nos libertar e não para nos escravizar. Ser multifuncional não é coisa de hoje. Somos profissionais, pais, irmãos, amigos, filhos, colecionamos coisas, praticamos esportes, fazemos artesanato, enfim, atuamos em várias frentes.

O perigo da tal multifucionalidade só aparece quando ela se transforma numa bola de ferro no nosso pé, a serviço do lucro de alguém. Como dizem os povos de fala hispânica: "¡Ojo!" O que na nossa língua mãe significa nada mais do que "olho vivo, meu irmão!" Não caia no conto do patrão. Ele toma champanhe em Paris enquanto tu esperas no posto de saúde, acometido de LER, estresse crônico ou depressão. E, mais tarde, vem a demissão!"...

Nota:

[1] Etienne De La Boétie. Discurso da Servidão Voluntária. Editora Brasiliense. São Paulo, 1982. Vale a pena ler. O texto é curto e de uma contundência atroz.

(*)NdE: Refere-se a Jesus de Nazaré.

O texto foi extraído do site Adital - Notícias da América Latina e Caribe.
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=47958

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher


No dia 8 de março de 1857, na cidade de Nova Iorque, mulheres, operárias de uma fábrica de tecidos, deram o primeiro passo para a conquista do seu espaço na sociedade. O motivo? Melhores condições e redução na carga diária de trabalho, equiparação salarial entre homens e mulheres e respeito no ambiente de trabalho.
Hoje, mais de um século e meio depois, o que realmente comemorar no Dia Internacional da Mulher?
Somente 53 anos depois, durante a primeira Conferência Internacional da Mulher, realizada na Dinamarca, foi decidido que o dia 8 de março representaria o Dia Internacional da Mulher, em homenagem àquelas que deram seu sangue, por um pouco de dignidade. E levou mais 65 anos para que a Organização das Nações Unidas (ONU) reconhecesse e oficializasse a data.
Está certo, podemos dizer que 1932 foi um grande marco na história da mulher brasileira. Foi no dia 24 de fevereiro desse ano, que ganhamos o direito de votar e de ser eleita para cargos políticos. Entretanto, ainda hoje, é pequena a representatividade feminina na história da política não só no Brasil, mas no Mundo.
As mulheres representam 51% da população mundial e 49,8% do eleitorado brasileiro. Entretanto estão sub-representadas em todos os corpos legislativos do mundo, com exceção da Finlândia onde as mulheres são 32% na legislatura nacional, mas ainda é minoria.
No mundo as mulheres representam 70% da população que vive em situação de miséria, detém apenas 1% da riqueza e ganham apenas 10% da receita Mundial e representam 2/3 dos analfabetos do mundo.
Mesmo trabalhado 20% a mais que os homens nos países desenvolvidos e 30% a mais nos países em desenvolvimento as mulheres recebem, em média, salários 30% menor que o dos homens, mesmo quando em o mesmo emprego, na média mundial.
No Brasil as Mulheres trabalham 4,4 horas a mais por dia, em afazeres domésticos, que ainda é predominantemente um trabalho feminino.
Quase 30% das famílias brasileiras são chefiadas por mulheres. Sua concentração é no Nordeste, que apresenta o maior número de famílias nessa situação. Já, o maior percentual de mulheres chefes sem cônjuge, com todos os filhos menores de 14 nos, está na região Norte. É na região Norte também que está a maior proporção de mães jovens.
E não para por aí. Apenas 3,9% das mulheres brasileiras ocupam cargos de direção e apenas 10% das mães que trabalham têm acesso a creches.
Isso tudo sem consideramos a violência pela qual a mulher é submetida, a exploração sexual e tantos outros fatores que ainda é motivo de humilhação e sofrimento para a mulher.
Fica aqui então, uma pausa para reflexão: O que há para se comemorar no Dia Internacional da Mulher?

Cronograma das Conquistas Femininas na História
1788 - o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.
1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.
1857 – operárias de uma fábrica de tecidos, em Nova Iorque iniciam greve para reivindicar melhoria das condições de trabalho. A manifestação é reprimida trancando-as na fábrica que foi incendiada.
1859 - surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.
1862 - durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.
1865 - na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.
1866 - No Reno Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas
1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres
1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.
1874 - criada no Japão a primeira escola normal para moças
1878 - criada na Rússia uma Universidade Feminina
1901 - o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres
1910 – Escolhida,durante a Conferência da Dinamarca, a data de 8 de março, para representar o dia em homenagem às mulheres.
1948 – Desde a Declaração Universal dos Direitos Humanos a idéia de direitos humanos sofreu modificações e aprimoramentos. A mobilização dos movimentos sociais, como a luta das mulheres, foi fundamental nessa trajetória.
1975 – ONU oficializa, através de Decreto, o Dia Internacional da Mulher, a ser comemorado em 8 de março.
1988 – A Constituição brasileira fortaleceu e aprimorou a proteção dos direitos políticos e estabeleceu, pela primeira vez, a igualdade entre os gêneros como direito fundamental
2006 – É criada a Lei Maria da Penha (Lei n.º 11.340/2006) em punição às agressões contra as mulheres.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Semáforo



Era para ser simples.

Uma caixa retangular, com três círculos de luzes coloridas e o objetivo de facilitar o acesso de passagens em zonas de intersecção.

Quando a luz vermelha está acesa, o condutor de um veículo deve parar e esperar que a luz verde acenda e, somente com a luz verde acesa, prosseguir. Entre o apagar da luz verde e acender a luz vermelha, geralmente acende outra luz, uma amarela que significa atenção, prepare-se para parar seu veículo.

A esse instrumento dá-se o nome de semáforo, conhecido também por sinal, farol, sinaleiro.
É utilizado em praticamente no mundo todo, mas parece que em Porto Velho, pelo menos nesta época, é confundido com enfeite de Natal.

Conta-se nos dedos os veículos que seguem a risca à sinalização.
Recentemente, em cinco minutos de trajeto, passei por três cruzamentos cujos semáforos ou já estavam ou ficaram naquele momento no vermelho e, somente eu parei. Confesso que cheguei a pensar: Será que estou confundindo as cores? Fiquei daltônica? As motocicletas, bom essas nem contam, passavam em disparada e os veículos que vinham atrás de mim passavam direto.

Não, não estava acessa aquela setinha verde para que os condutores que seguirem em frente passem e aqueles que pretendem virar a esquina, parem. Os semáforos estavam totalmente vermelhos, mesmo.

É incrível, como as pessoas agem como se não existissem os sinaleiros. Mas o mais preocupante é que, se os motoristas portovelhenses (me perdoem os que conhecem, pois há exceções) mal conhecem o funcionamento normal de um semáforo, o que pensam dos semáforos instalados recentemente, na rotatória da Campos Sales com a BR 364? Aqueles sim devem ser luzes natalinas, pois ficam vermelho e verde ao mesmo tempo.

Ali há dois semáforos para quem vem da mesma direção. Um para quem vai seguir a rotatória e outro para quem vai seguir a Campos Sales. Quando um fica verde e outro vermelho, todos seguem indiferentes ao alerta e ao caminho a seguir.

Logo na sequência todos ficam vermelhos, os dois para quem vem da avenida Campos Sales e o terceiro para quem vem da BR 364, sentido Rio Branco/Porto Velho.

Provavelmente essa deve ser a vez do pedestre, apesar de não haver nenhuma faixa de pedestre na via, mas ao parar quando esses semáforos estão vermelhos fica-se mais confuso ainda, pois te olham feio, xingam e ainda te ultrapassam para cometer a infração.

Porto Velho está crescendo e com ele os problemas típicos de uma cidade grande. Mas com a gama de veículos que estão chegando por conta das usinas a coisa começa a ficar mais complicada.

Hoje, quando menos se espera, há um veículo do seu lado. Se as pessoas que por aqui transitam não começarem a respeitar as regras, os acidentes aumentarão muito. E olha que já não são poucos.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O QUE É NATAL?


É Natal.
Nas ruas, correria, trânsito, lojas cheias.
Em casa o dilema: A ceia será na casa de quem? Quem vai fazer a sobremesa?
No trabalho, um misto de “preciso terminar logo isto” com doces e salgadinhos das confraternizações.
Todo mundo com sorriso estampado no rosto... mas com os nervos a flor da pele, porque queria muito estar na rua fazendo compras, também.

Mas eu gosto do Natal.
Não pq as pessoas ficam tomadas pelo espírito do sentimentalismo, porque isso deveria acontecer, naturalmente, todos os dias.
Nem porque as pessoas trocam presentes... mas ganhar presente é muito bom.

Natal me lembra infância e infância é pura. (pelo menos é para ser).
Está certo. Há pessoas que não acreditam no Natal porque não acreditam no nascimento de Cristo, ou mesmo porque não acreditam em Deus. É um direito de cada um.
Mas o que é o Natal?

Os mais de 90% da população brasileira, que se intitulam cristãos, diriam que é Natal é o nascimento do Menino Jesus.
As crianças??? Para elas (as mais abastadas, porque as outras nem sabem o que é Natal) o que conta é Papai Noel. (Até o amiguinho mais cético lhe diga que Papai Noel não existe).

Muitos diriam que Natal é Amor ao próximo. (Mas só no Natal???)
Para outros é tempo de reunir a família e os amigos.
Tempo de perdoar, de rever seus conceitos,
De preparar-se para mais um ano,
De fazer planos,
Mas, acima de tudo,
De recomeçar a viver.
Porque na vida, sempre há um recomeço.
Feliz Natal!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Encontro reúne “twitteiros” em Porto Velho


Foto: Eliane

O 1.º Encontro de Twitteiros Culturais (ETC), realizado dia 17 de dezembro, no Teatro Banzeiros, reuniu pessoas de alto nível para um bate-papo informal sobre o Poder de Informação no Twitter.


Realizado, em Rondônia, por Bethânia Diniz e Daiana Souza, o evento aconteceu simultaneamente, em Rio Branco, no Acre, sob o comando de Andrea Zílio

Para debater o tema proposto foram convidados: o jornalista, escritor, editor e empresário-chefe do Site de Informações Rondoniaovivo, Marcos Souza e professor assistente do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Rondônia (Unir), mestre em Filosofia pela Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade do Estado de São Paulo (UNESP) -Campus Marília-SP, filósofo Vicente Marçal.

Para Marcos Souza o Twitter traz para o jornalista a possibilidade de se trabalhar em dois aspectos: o comercial, onde pode-se divulgar as noticias e o pessoal, onde o profissional pode expor suas idéias. “Estamos vivendo uma revolução”, disse o jornalista, lembrando que antes de tudo é preciso pensar nos receptores desse canal de informação.

Vicente Marçal levou a discussão para duas linhas de raciocínio: A construção coletiva do conhecimento, onde as pessoas adquirem rapidamente e de forma simultânea, conhecimento dos mais diversos segmentos, e o aspecto relacional, onde diferentemente do que pensam alguns, a internet não antissocializa as pessoas. Muito pelo contrário, aproxima mais e cria novos relacionamentos.

Um grande exemplo desse aspecto relacional está nesse mesmo grupo que, não satisfeitos em apenas trocar informações pela internet resolveram se conhecer pessoalmente no que eles chamam de "Twittercontro". Três já foram realizados em Porto Velho e, a cada um deles, o número de pessoas participantes aumentou.

Muitos, após se conhecerem nesse encontro, tornaram-se grandes amigos e normalmente são vistos juntos em atividades artísticas, literárias e culturais pela cidade.

O Twitter veio mesmo para revolucionar a internet, o meio de informação e as pessoas. Hoje, com o twitter, não há limites, mas deve haver respeito.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Rondônia conecta-se ao Acre para discutir Twitter

O 1.º Encontro de Twitteiros Culturais RO/AC (#ETC AC RO) acontece nesta quinta-feira dia 17, a partir das 19 horas, no teatro Banzeiros, em Porto Velho.

Realizado por Daiana Souza e Betânia Diniz o 1.º Encontro de Twitteiros vai reunir pessoas dos mais diversos pensamentos para discutir o tema “O Poder da informação no Twitter”.

O ETC é um encontro entre twitteiros que começou em São Paulo e Rio de Janeiro em outubro deste ano e se propagou para todas as capitais do país. É uma forma de encontrar pessoas para um bate-papo aberto e democrático sobre o Twitter e cultura. Uma

As responsáveis pela organização do ETC em Rondônia são Daiana de Souza e Bethânia Diniz. As duas tem se destacado na realização de diversas atividades, a exemplo das três versões do Twittercontros, realizados recentemente em Porto Velho.

O #ETC AC RO será realizado simultâneamente nas cidades de Porto Velho e Acre e deve reunir não somente pessoas que “tuitam” mas, também quem deseja conhecer esse fenômeno da internet.

Para quem não conhece, “tuitar” é o verbo mais conjulgado ultimamente. Vem do Twitter, uma ferramenta da internet, uma mídia social, um miniblog onde pessoas enviam mensagens, uma para as outras, em tempo real, em 140 caracteres.

Criado em 2006 por Jack Dorsey, Evan Williams e Christopher Isaac Stones, mais conhecido por Biz Stone, o Twitter surgiu com o objetivo de trocar mensagens entre amigos, respondendo a uma simples pergunta: O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AGORA?

Em pouco tempo de existência as pessoas foram percebendo que o twitter podia fazer muito mais do que apenas informar o que cada está fazendo. Tanto que hoje a frase mudou para: O QUE ESTÁ ACONTECENDO?

O #ETC AC RO discutirá o tema "O Poder da Informação no Twitter". O debate é democrático, assim como o Twitter e toda a platéia poderá participar.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Liberdade de imprensa, por Rodrigo Constantino

Rodrigo Constantino (*)

Nenhum governo gosta da liberdade de imprensa. Afinal, a imprensa investiga fatos, sendo importante fator de contenção do avanço do poder estatal sobre nossas liberdades. Governos com viés autoritário toleram ainda menos esta liberdade de investigar e criticar.

Não por acaso, todas as ditaduras tentam controlar a imprensa, vista como inimigo prioritário em seus projetos de poder absoluto.

Na América Latina, a liberdade de imprensa está cada vez mais ameaçada. Cuba representa a situação extrema, onde a distopia “1984”, de George Orwell, tornou-se realidade. Somente o governo divulga as “notícias”, enquanto a blogueira Yoani Sánchez sofre um ataque brutal apenas por tentar relatar o cotidiano da ilha. A Venezuela de Chávez caminha a passos largos nessa direção. Na Argentina, o casal K vem desferindo duros golpes nos principais veículos de imprensa. E no Brasil, desde a tentativa fracassada de controle através do Conselho Nacional de Jornalismo, o governo não desistiu do sonho de amordaçar a imprensa.

Eis o contexto da Conferência Nacional de Comunicações (Confecom), que será realizada no próximo dia 14 em Brasília. Sob o manto da “democratização” da imprensa, o governo pretende estender seus tentáculos por todo o setor, asfixiando sua liberdade. A resolução estratégica lançada pelo PT para o evento pode ser resumida em uma única palavra: censura. Aquilo que o partido chama de “controle social” nada mais é do que os antigos conselhos comunistas. A palavra final fica com o governo, o novo censor disfarçado de
“fiscal” da transparência.

Eufemismos, no entanto, não podem ocultar a natureza da coisa.

Existem diversas formas de o governo tentar manipular a imprensa. A mais óbvia é através de suas polpudas verbas de propaganda, incluindo as estatais. Num país com enorme presença do governo na economia, este fator merece destaque. O cão não morde a mão que o alimenta.

Além disso, o governo decide sobre as concessões, mantendo as empresas como reféns. Essa tem sido a arma preferida do caudilho Chávez.

Por fim, num país com excesso de leis e burocracia, onde o custo da legalidade plena é praticamente proibitivo, o governo sempre pode ameaçar as empresas com o achaque dos fiscais. Cristina Kirchner usou essa tática contra o “Clarín”.

O arsenal de munições do governo é vasto. Até mesmo uma herança da ditadura Vargas sobrevive, a “Hora do Brasil”, que invade as rádios do país todo na hora do “rush”. Um canal “chapabranca” de televisão também foi criado, mas felizmente o público o ignora por completo. O custo acaba sendo “apenas” os impostos cobrados para sustentar a máquina de proselitismo.

Agora o governo tenta uma vez mais controlar a imprensa.

Em “Areopagítica”, publicado em 1644, John Milton defendia que cada um pudesse julgar por conta própria o que é bom ou ruim: “Todo homem maduro pode e deve exercer seu próprio critério.” Para ele, a censura “obstrui e retarda a importação da nossa mais rica mercadoria, a verdade”. Thomas Jefferson, influenciado por tais ideias, afirmou que escolheria uma imprensa sem governo no lugar de um governo sem imprensa, se tivesse que decidir.

Por outro lado, Trotsky e Lenin consideravam a imprensa uma arma perigosa, e desejavam proibir a circulação de jornais “burgueses”. A História mostrou os riscos dessa mentalidade.

Nós não precisamos do filtro do governo na imprensa. O que precisamos é de mais liberdade ainda. Se alguns grupos concentram muito poder por conta de seu tamanho, então a solução é mais competição, não mais governo.

(*) Rodrigo Constantino é economista. Artigo publicado em O Globo na edição do dia 08/12 e no site Comunique-se Portal da Comunicação (http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3d54451%26Editoria%3d237%26Op2%3d1%26Op3%3d0%26pid%3d238612%26fnt%3dfntnl&rss=on)

Este é um artigo com a opinião do autor e não traduz o pensamento deste Blog.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Para Refletir: Os riscos da Conferência da Comunicação

Editorial de O Estado de S. Paulo (*)
Fonte:O Estado de S. Paulo

Como já salientamos, neste mesmo espaço, não há nada de errado com a convocação, pelo presidente da República, da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). A iniciativa foi oportuna, tanto pelo tema - a regulamentação dos meios de comunicação no Brasil - como pelo método. Conferências nesses moldes partem de pequenas reuniões municipais e culminam em encontros que congregam delegados eleitos em todas as regiões do País. Esse tipo de conferência não pode - nem deve - substituir as instituições da democracia representativa, mas serve para arejar a administração pública.

Há tempos, o Estado critica as distorções antidemocráticas geradas pela presença dos monopólios - mais de fato que de direito - e dos oligopólios na TV e na radiodifusão. Portanto, se a conferência preparar o caminho para que esses anacronismos sejam corrigidos, tanto melhor.

O cenário que vai se desenhando, porém, está longe de ser promissor. Conferências desse tipo trazem, no seu bojo, riscos nada desprezíveis. O mais evidente é o de que sejam capturadas pelos chamados "movimentos sociais" ou pelos "setores organizados da sociedade civil". Articulados em grupos de interesse bem ensaiados, esses "setores organizados" - frequentemente manipulados pelo governo - intimidam as participações individuais, isolam as minorias e transformam tudo num palanque para a repetição de meia dúzia de palavras de ordem. Quando enveredam por esse caminho, essas conferências redundam em espetáculos grosseiros ou patéticos - mas sempre inócuos.

Esse risco está presente na Confecom. Já despontam algumas "teses" mal costuradas, bem típicas, aliás, que vão do esquerdismo mais fora de moda ao fascismo mais grotesco. Em comum, essas teses conclamam o Estado a, aberta ou veladamente, decidir que notícias - ou programas - devem ou não devem ser veiculadas por uma emissora de rádio ou de TV - prática comum nos regimes totalitários, mas inadmissível no mundo democrático. Infelizmente existem militantes profissionais dos "movimentos sociais" que ainda não entenderam uma obviedade da civilização: nenhuma autoridade estatal recebe mandato ou delegação para ditar o que a sociedade vê, ouve, enuncia ou debate. E os que marcham contra a liberdade de imprensa, pedindo mais censura, violentam a cultura democrática.

Qualquer clamor autoritário é inadmissível quando se trata de regulamentar a comunicação social. Nessa matéria, tudo há que tender para maior liberdade. Mesmo quando se atacam os monopólios e os oligopólios, é disso que se trata: eles são nefastos porque atentam contra a liberdade de iniciativa, uma vez que sufocam a livre concorrência, e contra a liberdade de imprensa, uma vez que limitam a diversidade de vozes. Ao Estado cabe apenas zelar pela vigência do regime que preserva a liberdade. Quem promove a diversidade de vozes não é o Estado - é a sociedade.

Entre nós, o Estado poderia fazer mais se desistisse de vez dos ímpetos controladores nos quais ainda tem incidido. Veja-se, por exemplo, a sem-cerimônia com que o Executivo e o Legislativo tentam instrumentalizar as emissoras públicas sob sua esfera de influência, ou a agressividade com que alguns juízes praticam a censura prévia judicial.

Com essa concepção de Estado ainda presente, não é de se descartar um risco - na verdade, uma ameaça bem real - ainda mais preocupante no céu carregado da Confecom: a de que a conferência seja manipulada por setores governamentais que, cooptando os "movimentos sociais organizados", procurem perpetrar investidas contra o setor privado - como vem acontecendo em tantos países deste continente.

Se souber se proteger desses riscos, a Confecom poderá mostrar aos legisladores e ao País as razões pelas quais devemos evoluir para um sistema de comunicação social que efetivamente limite o oligopólio, o monopólio e a propriedade cruzada - tal como acontece há décadas nas democracias mais longevas -, e que bloqueie essa nova disfunção que vem se agigantando recentemente no Brasil, qual seja, a transfusão ilegal de recursos de igrejas para redes de televisão e rádio. São mudanças indispensáveis para o aprimoramento econômico e político do País. Aos tropeções, a Confecom vem tentando pautá-las. Se tiver maturidade, poderá ajudar os brasileiros a alcançá-las.

(*) Publicado na edição de 22/11/09.

domingo, 25 de outubro de 2009

A Arte de Viver: Meditação Vipassana

Todos buscam paz e harmonia, porque isto é o que falta em nossas vidas. De quando em quando todos nós experimentamos agitação, irritação, desarmonia. E, quando somos atormentados por esses sofrimentos, não os restringimos a nós mesmos; freqüentemente os distribuímos aos outros também. A infelicidade permeia a atmosfera que circunda a pessoa que sofre e todos que entram em contato com ela também são afetados. Certamente, esse não é um modo apropriado de viver.

Devemos viver em paz com nós mesmos e em paz com os outros. Afinal, seres humanos são seres sociais, têm de viver em sociedade e lidar uns com os outros. Mas como podemos viver pacificamente? Como mantermo-nos em harmonia interior e mantermos a paz e a harmonia ao nosso redor, de forma que também os outros possam viver pacífica e harmoniosamente?

Para livrarmo-nos de nosso sofrimento, temos de saber a razão básica para sua existência, a causa do sofrimento. Se investigarmos o problema, torna-se claro que sempre que começamos a gerar qualquer negatividade ou impureza na mente, certamente nos tornaremos infelizes. Uma negatividade na mente, uma impureza mental não pode coexistir com a paz e a harmonia.

Como geramos negatividades? De novo, através da investigação, torna-se claro. Ficamos infelizes quando achamos que alguém age de uma maneira que não gostamos ou quando não gostamos de alguma coisa que acontece. Coisas que não desejamos acontecem e criamos tensão interior. Coisas que queremos não acontecem, alguns obstáculos aparecem no caminho, e novamente criamos tensão interior; começamos a atar "nós" internos. E, pela vida afora, coisas indesejadas continuam a acontecer e as desejadas podem ou não acontecer, e este processo de reação, de atar nós — nós górdios — faz toda a estrutura física e mental tão tensas, tão cheias de negatividade, que a vida torna-se um sofrimento.

Uma forma de resolver este problema é dar um jeito para que nada de desagradável aconteça na vida e que tudo aconteça exatamente como queremos. Temos de desenvolver o poder de fazer com que tudo que desejamos aconteça e o que não desejamos não aconteça, ou ter alguém com tal poder que nos ajude sempre que solicitarmos. Mas isso é impossível. Não há ninguém no mundo cujos desejos sejam sempre satisfeitos, em cuja vida tudo ocorre de acordo com sua vontade, sem nada indesejável acontecer. Fatos contrários à nossa vontade e ao nosso desejo constantemente ocorrem. Portanto, surge uma pergunta: como podemos parar de reagir cegamente às coisas de que não gostamos? Como podemos parar de gerar tensões e permanecer pacíficos e harmônicos?

Na Índia, assim como em outros países, pessoas sábias e santas estudaram esse problema — o problema do sofrimento humano — e encontraram uma solução: se algo indesejável ocorre e você começa a reagir gerando raiva, medo ou qualquer outra negatividade, então, você deve desviar sua atenção o mais rapidamente possível para uma outra coisa qualquer. Por exemplo, levante-se, pegue um copo d'água, comece a bebê-la e sua raiva não se multiplicará; pelo contrário, começará a diminuir. Ou comece a contar: um, dois, três, quatro. Ou comece a repetir uma palavra, ou uma frase, ou algum mantra: talvez o nome de um santo ou divindade na qual você tenha devoção. A mente se distrairá e, até certo ponto, você estará livre da negatividade, livre da raiva.

Essa solução foi útil, deu certo. Ainda dá. Praticando isso, a mente sente-se livre da agitação. Entretanto, essa solução atua apenas no nível consciente. Na verdade, ao desviar a atenção, você empurra a negatividade profundamente para o inconsciente e, nesse nível, continua a gerar e multiplicar a mesma impureza. Na superfície há uma camada de paz e harmonia, mas nas profundezas da mente jaz um vulcão adormecido de negatividade reprimida que, mais cedo ou mais tarde, explodirá em violenta erupção.

Outros exploradores da verdade interior foram ainda mais longe em sua busca e, experimentando a realidade da mente e da matéria neles mesmos, concluíram que desviar a atenção é apenas fugir do problema. Fugir não é a solução; você tem de enfrentar o problema. Toda vez que a negatividade surgir na mente, simplesmente observe-a, enfrente-a. Assim que começar a observar uma impureza mental, ela começará a perder sua força e lentamente ela murcha e desaparece.

Uma boa solução: evitar os dois extremos da repressão e da livre manifestação. Enterrar a negatividade no inconsciente não a erradicará; e permitir sua manifestação com ações verbais ou físicas prejudiciais apenas criará mais problemas. Mas se você apenas observar, então, a impureza desaparecerá e você estará livre dela.

Isso parece maravilhoso, mas será realmente praticável? Não é fácil encarar suas próprias impurezas. Quando a raiva surge, apodera-se de nós tão rapidamente que nem mesmo percebemos. Então, dominados por ela, falamos ou fazemos coisas que prejudicam aos outros e a nós mesmos. Mais tarde, quando ela passa, começamos a chorar e nos arrependemos, pedindo perdão aos outros e a Deus: "Oh, cometi um erro, por favor, me desculpe!". Mas da próxima vez em que nos encontrarmos numa situação semelhante, reagimos da mesma forma. Esse tipo de arrependimento não ajuda em nada.

A dificuldade é que não temos consciência quando uma impureza surge. Ela surge profundamente na mente inconsciente e, quando chega ao nível consciente, já ganhou tanta força que toma conta de nós sem que possamos observá-la.

Vamos supor que eu contrate um secretário particular e toda vez que a raiva surja ele diga: "olhe, a raiva está começando!". Como não sei a que horas ela começa, terei de contratar três secretários para os três turnos: manhã, tarde e noite! Suponhamos que possa arcar com isso e que a raiva comece. Assim que meu secretário me avise, "oh, veja — a raiva começou!" a primeira coisa que farei é repreendê-lo: "Seu tolo, acha que é pago para me ensinar?" Estou tão dominado pela raiva que bom conselho não adianta

Suponhamos que o discernimento prevaleça e eu não o repreenda. Em vez disso, digo: "Muito obrigado. Agora preciso me sentar e observar minha raiva." Será que é possível? Ao fechar os olhos e tentar observar a raiva, o objeto da minha raiva imediatamente surge em minha mente — a pessoa ou o fato que a iniciou. Logo, não estarei observando a raiva pura, mas meramente o estímulo externo dessa emoção. Isso servirá apenas para multiplicar a raiva; e, portanto, não é a solução. É muito difícil observar qualquer negatividade abstrata ou emoção abstrata divorciada do objeto externo que originariamente foi responsável pelo seu surgimento.

Entretanto, alguém que atingiu a verdade última encontrou uma solução real. Descobriu que sempre que uma impureza surge na mente, duas coisas começam a acontecer simultaneamente no nível físico. Uma é que a respiração perde o seu ritmo normal. Começamos a respirar mais forte, sempre que a negatividade surge na mente. Isso é fácil de se observar. Num nível mais sutil, uma reação bioquímica começa no corpo, resultando numa sensação. Toda impureza irá gerar alguma sensação no corpo.

Isso oferece uma solução prática. Uma pessoa comum não pode observar impurezas abstratas da mente — medo, raiva ou paixão abstratos. Mas, com a prática e treinamento adequados, é muito fácil observar a respiração e as sensações corporais, ambas diretamente relacionadas às impurezas mentais.

A respiração e as sensações vão ajudar de duas formas. Primeiramente serão como que secretários particulares. Assim que uma negatividade surgir na mente, a respiração perderá sua normalidade; começará a gritar: "olhe, alguma coisa deu errado!". Eu não posso repreender minha respiração; tenho que aceitar esse aviso. Da mesma forma, as sensações vão dizer que algo vai mal. Então, sendo avisados, podemos começar a observar a respiração e as sensações e, muito rapidamente, veremos que a negatividade cessa.

Esse fenômeno físico-mental é como duas faces de uma moeda. Em uma das faces, estão os pensamentos e as emoções surgindo na mente; na outra, estão a respiração e as sensações corporais. Quaisquer pensamentos ou emoções, quaisquer impurezas mentais que surjam, manifestam-se na respiração e nas sensações daquele momento. Logo, observando a respiração ou as sensações, estamos, de fato, observando as impurezas mentais. Em vez de fugirmos do problema, estamos encarando a realidade como ela é. Como resultado, veremos que essas impurezas perdem sua força; não mais nos dominam como no passado. Se persistirmos, elas finalmente desaparecerão completamente e começaremos a viver uma vida pacífica e feliz, uma vida cada vez mais livre das negatividades.

Dessa forma, essa técnica de auto-observação mostra-nos a realidade em seus dois aspectos: interior e exterior. Previamente olhávamos apenas para fora, perdendo a verdade interior. Procurávamos sempre fora de nós a causa de nossa infelicidade; sempre culpávamos e tentávamos modificar a realidade externa. Ignorantes da realidade interior, nunca entendemos que a causa do sofrimento está dentro de nós, em nossas reações cegas às sensações boas e ruins.

Agora, com o treinamento, podemos ver o outro lado da moeda. Podemos tomar consciência da respiração e também do que acontece dentro de nós. O quer que seja, respiração ou sensação, aprendemos a simplesmente observá-la sem perder o equilíbrio mental. Paramos de reagir e de multiplicar nosso sofrimento. Ao contrário, deixamos as impurezas se manifestarem e desaparecerem.

Quanto mais praticamos essa técnica, mais rapidamente as negatividades desaparecerão. Pouco a pouco, a mente tornar-se-á livre de impurezas, tornar-se-á pura. Uma mente pura é sempre cheia de amor — amor desinteressado por todos os outros; cheia de compaixão pelas falhas e sofrimentos dos outros; cheia de alegria pelo seu sucesso e felicidade; cheia de equanimidade diante de qualquer situação.

Quando alguém atinge esse estágio, todo o seu padrão de vida muda. Não é mais possível fazer ou falar qualquer coisa que perturbe a paz e a alegria dos outros. Em vez disso, uma mente equilibrada não apenas torna-se pacífica, mas a atmosfera que cerca uma tal pessoa também se tornará permeada de paz e harmonia, e isso influenciará e ajudará a outros também.

Aprendendo a permanecer equilibrado diante de todas as coisas que se experimentam dentro de si, desenvolve-se o desapego também a tudo o que se encontra nas situações exteriores. No entanto, esse desapego não é escapismo ou indiferença aos problemas do mundo. Aqueles que praticam Vipassana regularmente tornam-se mais sensíveis ao sofrimento dos outros e fazem seu máximo para aliviar tal sofrimento em tudo que podem — não com agitação, mas com a mente cheia de amor, compaixão e equanimidade. Aprendem a "santa indiferença" — como estar totalmente compromissados, totalmente envolvidos em ajudar os outros, enquanto, ao mesmo tempo, mantêm o equilíbrio mental. Dessa forma, permanecem pacíficos e felizes enquanto trabalham para a paz e a felicidade de outros.

Esse foi o ensinamento do Buda: uma arte de viver. Ele nunca estabeleceu ou ensinou nenhuma religião, nenhum "ismo". Nunca instruiu aqueles que o procuravam a praticar qualquer rito, ou ritual, ou alguma formalidade vazia. Ao contrário, ensinava-os a observar a natureza tal como ela é, observando a realidade interior. Na ignorância continuamos a reagir de maneiras que prejudicam a nós e aos outros. Porém, quando a sabedoria surge — a sabedoria de observar a realidade como ela é — esse hábito de reagir vai embora, desaparece. Quando paramos de reagir cegamente, então, somos capazes da ação verdadeira — ação proveniente de uma mente equilibrada e equânime, uma mente que vê e compreende a verdade. Tal ação poderá ser tão somente positiva, criativa e benéfica para nós e para os outros.

Logo, o que é necessário é “conhecer-se a si mesmo” — conselho dado por todo sábio. Precisamos conhecer a nós mesmos, não apenas intelectualmente, no nível teórico e das idéias; e não apenas emocional ou devocionalmente, simplesmente aceitando cegamente o que ouvimos ou lemos. Tal conhecimento não é suficiente. Mais do que isso, precisamos conhecer a realidade experimentalmente. Precisamos experimentar diretamente a realidade desse fenômeno físico-mental. Só isso nos ajudará a libertar-nos de nosso sofrimento.

Essa experiência direta de nossa realidade interior, essa técnica de auto-observação é chamada de meditação "Vipassana". Na língua da Índia, nos tempos do Buda, passana significava ver no sentido comum, com os olhos abertos; mas Vipassana é observar as coisas como realmente são, não como parecem ser. A realidade aparente tem de ser penetrada, até alcançarmos a verdade última de toda a estrutura física e mental. Quando experimentamos essa verdade, então, aprendemos a parar de reagir cegamente, de criar impurezas — e, naturalmente, as antigas impurezas serão gradualmente erradicadas. Tornamo-nos libertados de todo o sofrimento e experimentamos a verdadeira felicidade.

Existem três passos para o treinamento dado em um curso de meditação. Primeiramente, deve-se se abster de toda ação, física ou verbal, que perturbe a paz e a harmonia dos outros. Não se pode trabalhar para se liberar das impurezas da mente e ao mesmo tempo cometer atos físicos ou verbais que somente as multipliquem. Portanto, um código de moralidade é o primeiro passo essencial da prática. Compromete-se a não matar, não roubar, não ter má conduta sexual, não mentir e não usar intoxicantes. Abstendo-se de tais ações, permite-se que a mente se acalme o suficiente para avançar no trabalho.

O próximo passo é desenvolver alguma maestria sobre essa mente selvagem por intermédio do treinamento em mantê-la fixa em um único objeto, a respiração. Tenta-se manter a atenção na respiração o maior tempo possível. Esse não é um exercício respiratório; não se controla a respiração. Em vez disso, observa-se o fluxo respiratório como ele é; como entra e sai. Dessa maneira, acalma-se a mente mais e mais, e ela não será dominada por negatividades intensas. Ao mesmo tempo concentra-se a mente, tornando-a aguçada e penetrante, capaz de realizar o trabalho de visão clara ("insight").

Esses dois primeiros passos, viver uma vida moral e controlar a mente, são muito benéficos e necessários por si só, mas levarão à repressão das negatividades, a não ser que se tome o terceiro passo: purificar a mente das impurezas, desenvolvendo a visão clara de sua própria natureza. Isso é Vipassana: experimentar a própria realidade pela observação sistemática e imparcial, dentro de si mesmo, de todo o fenômeno físico-mental sempre em mutação e que se manifesta como sensações. Essa é a essência dos ensinamentos do Buda: autopurificação através da auto-observação.

Isso pode ser praticado por um e por todos. Todas as pessoas enfrentam o problema do sofrimento. Essa é uma doença universal que requer um remédio universal, não-sectário. Quando alguém sofre com raiva, não é raiva budista, hindu ou cristã. Raiva é raiva. Quando alguém fica agitado em decorrência dessa raiva, essa agitação não é cristã ou judia ou muçulmana. A doença é universal. O remédio também tem de ser universal.

Vipassana é o remédio. Ninguém se oporá a um código de vida que respeita a paz e a harmonia dos outros. Ninguém pode se opor a desenvolver o controle da mente. Ninguém se oporá ao desenvolvimento da visão clara de sua própria natureza, por intermédio da qual é possível libertar a mente das negatividades. Vipassana é um caminho universal.

Observar a realidade como ela é por intermédio da observação interior — isso é conhecer-se a si mesmo direta e experimentalmente. Conforme pratica, a pessoa continua a se libertar do sofrimento das impurezas mentais. A partir da verdade aparente, grosseira, externa, pode-se penetrar a verdade última da mente e da matéria. Então, se transcende isso e experimenta-se uma verdade que está além da mente e da matéria, além do campo condicionado da relatividade: a verdade da libertação total de todas as impurezas, de todo o sofrimento. Não importa o nome que se dê à verdade última, isso é irrelevante; esse é o objetivo final de todos.

Que todos experimentem essa verdade fundamental! Que todos se libertem do sofrimento. Que todos desfrutem a verdadeira paz, a verdadeira harmonia, a verdadeira felicidade.

QUE TODOS OS SERES SEJAM FELIZES

O artigo acima é baseado em uma palestra proferida pelo Sr. S.N Goenka em Berna, Suíça.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Sobre jornalistas e cozinheiros

O que está em jogo é a responsabilidade do que é escrito nos jornais, veiculado em rádios, televisão e internet
Andressa Brito (*)
Assistindo aos telejornais dos últimos dias, mais uma vez, escandalizou-me a forma descompromissada e sem foco com o que o Supremo Tribunal Federal tratou a questão da exigência ou não do diploma para exercer a função de jornalista. Não se trata de reserva de mercado, como apregoam alguns segmentos elitistas da comunicação ou de inibir a liberdade de expressão dos brasileiros como argumentou o presidente do STF, Gilmar Mendes. O que está em jogo é a responsabilidade do que é escrito nos jornais, veiculado em rádios, televisão e internet.
É claro, e talvez por ser claro demais ofusque a visão dos representantes da Suprema Corte, que o jornalista não lida com experimentações na busca por novos sabores e pratos, como fazem os cozinheiros cujo ofício foi comparado ao dos formadores de opinião. O jornalista lida com informações que podem ou não virar notícia e diretamente influencia sobre como uma sociedade enxerga determinada personalidade política ou instituição. Não estou com isso, compactuando com os que acreditam que a imprensa é o quarto poder, mas defendendo que deve-se ter ética e responsabilidade ao lidar com fatos que repercutem diariamente na vida de milhões de pessoas.
Não se pode voltar atrás do que foi dito ou escrito, por mais que nos valhamos de erratas e direitos de resposta. Por essa razão, é necessário apurar, checar, duvidar, questionar sempre com qual interesse as fontes nos passam fatos sigilosos, enfim, lançar mão de procedimentos que na faculdade podemos treinar sem causar danos. É a universidade o espaço destinado a reflexões, a internalizar preceitos éticos, a conhecer gente que enfrentou as adversidades, não se vendeu e marcou a história.
No mercado de trabalho, vamos adquirindo prática, dando formato jornalístico às informações, separando o que é importante do que não merece virar notícia. Até nessa seleção, o jornalista formado leva vantagem, ele sabe que sua atividade é tornar público o que melhora o cotidiano da sociedade, dá embasamento para suas escolhas, argumentos para suas discussões. É vocação, com certeza, mas tem que ser melhorada, aperfeiçoada, discutida, questionada. Não basta para ser jornalista ter apenas afinidade com a língua-mãe ou conhecimento das ciências humanas, senhores ministros.
A exigência de nível superior não impede ainda que “pensadores e intelectuais que trabalham de forma isenta” manifestem sua opinião, como alegou o ministro Ricardo Lewandowski. Embora todos que humildemente leram Carlos Chaparro, Nelson Traquina e tantos outros teóricos do jornalismo, saibam que isenção não existe. Em cada etapa, por sermos humanos, estamos deixando transparecer nosso conhecimento de mundo, o contexto no qual estamos inseridos e todas as nossas idiossincrasias. O que não tornam as notícias tendenciosas ou manipuláveis.
Significa assumir que não somos observadores da realidade, mas pertencemos a ela, e como jornalistas devemos ser fiéis, isso sim, ao que vemos, ao que ouvimos dos participantes de cada evento e ao que juramos na colação de grau. Na academia, ensinam-nos que ética e seriedade para informar são as maiores virtudes que um jornalista pode possuir e são condições sine qua non para o exercício da profissão. Apesar da analogia entre cozinheiros e jornalistas, espero que essa arbitrariedade não acabe em pizza!

(*) Andressa Brito é jornalista em Tocantins

quarta-feira, 24 de junho de 2009

JORNALISMO - Quem tem moral para defender a liberdade de imprensa?


Antes de discutir a questão do diploma é imperioso discutir a legitimidade dos autores da Ação Civil Pública acolhida pelo Supremo Tribunal Federal que resultou na extinção da sua obrigatoriedade para o exercício do jornalismo.

No recurso interposto pelo Ministério Público Federal, o SERTESP (Sindicato das Empresas de Rádio e TV do Estado de S. Paulo) aparece como assistente simples. A participação do MPF nesta questão é inédita e altamente controversa, tanto assim que o ministro Gilmar Mendes abandonou, numa parte substanciosa do seu relatório, o mérito da questão para justificar a inopinada aparição do órgão público numa questão difusa e doutrinal, suscitada aleatoriamente, sem qualquer fato novo ou materialização de ameaça.

Imaginemos que os juristas e o próprio MPF acabem por convencer a sociedade brasileira da legitimidade de sua intervenção. Pergunta-se então: tem o SERTESP credibilidade para defender uma cláusula pétrea da Carta Magna que sequer estava ameaçada? Quem conferiu a este sindicato de empresários o diploma de defensor do interesse público? Quem representa institucionalmente – a cidadania ou as empresas comerciais, concessionárias de radiodifusão, sediadas em S. Paulo?

Na condição de concessionárias, as afiliadas da SERTESP são dignas de fé, têm desempenho ilibado? Nunca infringiram os regulamentos do poder concedente (o Estado brasileiro) que se comprometeram a obedecer estritamente? Respeitam a classificação da programação por faixa etária? As redes de rádio e TV com sede no estado de São Paulo porventura opõem-se ou fazem parta da despudorada e inconstitucional folia de concessões a parlamentares?

Se este sindicato regional de empresas claudica em matéria cívica e não tem condições de apresentar uma folha corrida capaz de qualificá-lo como defensor da liberdade de expressão, por que não foram convocadas as entidades nacionais? Onde está a ABERT e a sua dissidência, a ABRA? Brigaram?

E por que razão a ANJ (Associação Nacional de Jornais) de repente começou a aparecer como co-patrocinadora do recurso contra o diploma depois da vitória na votação? A carona tardia teria algo a ver com as notórias rivalidades dentro do bunker patronal? Essas rivalidades empresariais não colocam sob suspeita o mandato de guardiã da liberdade que o SERTESP avocou para si?

Grupo minoritário se sobrepõe à cidadania

De qualquer forma evidenciou-se que numa sociedade democrática, diversificada e pluralista a defesa da Constituição não pode ser transferida para um grupo minoritário (o SERTESP) dentro de um segmento (o dos empresários de comunicação) dilacerado por interesses conflitantes e nem sempre os mais idealistas.

O Ministério Público Federal, como órgão do Estado brasileiro, para levar a bom termo a Ação Civil Pública, deveria ter organizado audiências públicas para ouvir as demais partes. Contentou-se em acionar a ré (a União) e suas assistentes simples (a Fenaj e o Sindicato de Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, ambas com atuações abaixo do sofrível). Contentou-se com os interesses das corporações e deixou de lado a oportunidade de renovar e aprimorar o ensino do jornalismo.

Não se sabe o que efetivamente pensam os leitores, ouvintes e telespectadores sobre a questão do diploma e, principalmente, sobre as excentricidades do julgamento. Os jornais têm registrado algumas cartas simbólicas sobre o diploma em si para fingir neutralidade e passam ao largo dos demais aspectos.


Fonte: www.adnews.com.br (É permitida a reprodução desta matéria desde que citada a fonte.)

sábado, 6 de junho de 2009

Sem medo de ser feliz

A informação em tempo real é hoje uma das mais preciosas conquistas do avanço tecnológico. A velocidade com que a informação chega e passa está transformando gerações e mudando o comportamento da sociedade. Fascinante aos olhos de muitos essa nova era da informação é também o monstro de outros que, não alheio às mudanças temem em se perder no tempo e no espaço. É preciso aliar-se à modernidade e correr contra o tempo. Dificil??? Não para essa nova geração que parece já nascer inserido no mundo virtual. O que fazer, então para acompanhar tal modernidade? Primeiro é preciso aceitar que mediante tal fato não há mais retrocesso. Como disse LÉVY (1996, p.16) "O virtual não se opõe ao real, mas sim ao atual. Contrariamente ao possível, estático e já constituído, o virtual é como o complexo problemático, o nó de tendências ou de forças que acompanha uma situação, um acontecimento, um objecto ou uma entidade qualquer, e que chama um processo de resolução: a actualização." Esse parágrafo, também citado por Daiana Costa, nos mostra que é preciso encarar a realidade. A globalização é fato, a interatividade é prática comum, a instantaneidade é notória. Somos hoje, um ícone no espaço cibernético. Vamos então tirar proveito de toda essa conquista e aprender a viver num novo mundo, sem medo de ser feliz.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Onde está amarrada a liberdade de expressão?

O primeiro caderno do “Comunique-se - o portal da comunicação”, publicou no dia 8 de maio, matéria sobre a posição da OEA – Organização dos Estados Americanos, sobre a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista.
Para a OEA, a medida inibe a liberdade de expressão e “é incompatível com o artigo 13 da Convenção Americana dos Direitos Humanos, que trata do livre pensamento e expressão”. A OEA afirma ainda que “a legislação brasileira dá brechas a violações da liberdade de expressão”.
Bom, não sou especialista no assunto, mas não acredito que o diploma é a causa da restrição da liberdade de expressão.
A liberdade de expressão é um direito fundamental consagrado na Constituição Federal de 1988, que dá a qualquer cidadão o direito de manifestar livremente opiniões,idéias e pensamentos. Direitos esses, que todos sabemos, serem tolhidos inúmeras vezes, pelos “donos da mídia”
O que, ou quem garante que a desobrigatoriedade do diploma vá abrir outros caminhos para a liberdade de expressão que já não estejam garantidos hoje? O que vai mudar nas linhas editoriais a não exigência dos diplomas? Nas mãos de quem estão as mídias? Por acaso os “empresários da imprensa” abrirão todas as portas para publicar “expressões” que não são de seu interesse? Acho que vale discutir, então, onde está amarrada a liberdade de expressão para começar a desatar os nós. No diploma é que não está.
Leia a seguir, a íntegra da matéria publicada no Comunique-se

OEA diz que obrigatoriedade do diploma restringe e liberdade de expressão

A Organização dos Estados Americanos (OEA) criticou a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, tema que será julgado em breve pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo a entidade, essa medida constitui uma restrição à liberdade de expressão e é incompatível com o artigo 13 da Convenção Americana de Direitos Humanos, que trata do livre pensamento e expressão.
A crítica faz parte do relatório anual da divisão especial da OEA para a Liberdade de Expressão, divulgado nesta quinta-feira (07/05) – leia a íntegra -. O documento afirma que a Declaração de Princípios defende que “toda pessoa tem o direito de comunicar suas idéias por qualquer meio e de qualquer forma. A obrigatoriedade de filiação ou o requerimento de diploma universitário para a prática do jornalismo constitui restrições ilegais para a liberdade de expressão”.
O relatório trata de casos de violação da liberdade de expressão ocorridos nos países que compõem a entidade em 2008. As oito páginas dedicadas ao Brasil trazem duras críticas ao regime jurídico, principalmente a “criminalização da expressão” que penaliza casos de calúnia, difamação e injúria. Por tomar como base o ano passado, o documento não considerou a decisão do STF de revogar a Lei de Imprensa.
“A Declaração de Princípios assegura que ‘leis de privacidade não devem inibir ou restringir investigações e a disseminação de informações de interesse público’. E mais, de acordo com o 11º princípio, ‘autoridades públicas estão mais sujeitas ao escrutínio pela sociedade’”, diz o documento.
A OEA afirma que a legislação brasileira dá brechas a violações da liberdade de expressão. Como exemplo, cita o caso de decisão da Justiça Eleitoral que obrigou a Folha de S. Paulo a retirar uma matéria publicada no site sobre Luiz Marinho, que disputou a eleição municipal de São Bernardo.
O caso dos fiéis da Igreja Universal contra a Folha de S. Paulo também está presente no documento. De acordo com a OEA, “múltiplos casos de restrições judiciais ou processos poderiam constituir limitações na liberdade de expressão”.
Apesar das críticas, o documento também cita casos exemplares. Entre eles está presente o sequestro de uma equipe do jornal O Dia. A OEA ressaltou que a reação das autoridades brasileiras foi “imediata e eficiente” e os autores do crime foram punidos.
A entidade também ressalta a decisão do Tribunal Superior Eleitoral, que permitiu a realização de entrevistas antes no período eleitoral. Sobre a Lei de Imprensa, o documento parabeniza a decisão de suspender parte dos artigos, já que a sua revogação foi decidida este ano.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

À Minha MÃE, onde quer que você esteja

Mãe, sua bondade e ternura falam-me de Deus-amor!
Mãe, você me faz sentir a vida, a beleza das cores, a harmonia, o encanto e a doçura!

Mãe, hoje quero dizer-lhe um segredo muito especial: eu a adoro!
Eu sei também que, de seu coração, brota sempre um gesto novo de amor e carinho! Você é capaz de esquecer o sofrimento e a dor para me ver feliz!

Hoje, quero fazer por você uma prece muito bonita e sincera: Meu Deus, abençoa esta criatura tão encantadora que me deu a vida. Abençoa esta mulher, amiga, minha mãe, hoje e sempre!

Mãe, você é o maior bem que eu tenho neste mundo! Olhando o céu aberto, contemplo o grande tesouro de paz, sabedoria, paciência, bondade, ternura e acolhimento que permeia o seu ser.

Você me faz crer, minha mãe, que esta vida vale a pena ser vivida, quando entregue por amor! Às vezes, quando a vida começa a ficar mais difícil, pensando em você, mãe, surge uma nova esperança e meu olhar começa a brilhar.
Você sempre espera de braços abertos o filho e a filha que precisam mais uma vez do seu aconchego, de sua compreensão e carinho, como se fosse a primeira vez.

Mãe! Presente de Deus para minha vida!
Mãe, recebe hoje meu abraço e todo o meu carinho!
E, agora, gostaria que o meu agradecimento soasse mais forte do que todos os dias, porque hoje, mãe, é o seu dia!